Após irmão morrer com Covid-19, pastor Valdemiro diz que se vacinará

Declaração ocorreu no enterro do irmão dele, Vanderley Santiago. Valdemiro é investigado por estelionato após vender “feijões mágicos” contra o coronavírus

Após irmão morrer com Covid-19, pastor Valdemiro diz que se vacinará
Foto: Reprodução / Facebook

O pastor Valdemiro Santiago, de 57 anos, voltou atrás em declarações feitas desde o começou a pandemia, e afirmou que vai se vacinar contra a Covid-19. A declaração foi feita nessa terça-feira (29), durante o enterro do irmão dele, Vanderley Santiago, vítima da doença aos 53 anos, em São Carlos, São Paulo.

“Vou me vacinar com certeza. Não que eu confie na vacina, só confio em Deus. Até porque eu devo obediência também, não é?”, disse o apóstolo da Igreja Mundial do Poder de Deus diz não ter medo da morte. “Fui chamado há 41 anos para preparar pessoas para a morte, ou seja, é a única certeza que você tem até conhecer a verdade, a palavra. Todo mundo que nasce, se entende por gente, sabe que vai morrer, não é verdade?”, defendeu.

O irmão de Valdemiro, Vanderley Santiago, também era bispo da mesma igreja. O corpo dele foi enterrado no Cemitério Nossa Senhora do Carmo. Foi realizada uma breve cerimônia de despedida e, em seguida, ocorreu o sepultamento. O prefeito de São Carlos, Airton Garcia (PSL), esteve presente.

De acordo com informações da prefeitura de São Carlos, Vanderley foi atendido no Centro de Triagem do Ginásio Milton Olaio Filho, local conhecido como “covidário”. Por conta de seu estado de saúde, foi transferido para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Santa Felícia, onde sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

Vanderley Santiago vivia em São Carlos com a família há cerca de 7 meses e testou positivo para a doença dois dias depois de tomar a primeira dose da vacina.

Feijões Mágicos

Pastor Valdemiro é conhecido por muitas polêmicas. A mais recente delas tratas de venda de “feijões mágicos” – com valores entre R$ 100 e R$ 1 mil – que prometiam curar e combater a Covid-19. O caso aconteceu em 2020 e o Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito para investigar indícios de estelionato.

De acordo com o processo, Valdemiro incentivada e oferecia os “feijões mágicos” aos fiéis de sua igreja. O MPF afirma que houve “propaganda enganosa” na ação. O religioso argumentava que os tais feijões teriam eficácia terapêutica contra a doença.