Após protestos, Sine aperta exigências para comprovação de residência em Itabira

Sine Itabira aumentou rigor na comprovação de endereço de concorrentes de vagas

Após protestos, Sine aperta exigências para comprovação de residência em Itabira
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A Prefeitura de Itabira enviou nota à imprensa na noite dessa terça-feira, 5 de abril, para comunicar que a partir desta quinta-feira, 7, a agência do Sistema Nacional de Emprego (Sine), no município, exigirá comprovante de endereço em nome do próprio concorrente da vaga. A medida foi determinada após protestos de desempregados itabiranos, que reclamam de preferência a candidatos de outras cidades.

Caso o candidato não tenha comprovante em seu nome, o documento pode ser em nome dos pais (desde que comprovada a filiação) ou do cônjuge (neste caso, deverá apresentar certidão de casamento ou união estável). Se o concorrente não possuir nenhum desses vínculos e residir em imóvel alugado cujos comprovantes estejam em nome do locatário, será necessário apresentar o contrato de aluguel.

De acordo com a Prefeitura de Itabira, a mudança visa maior fiscalização do poder público para que as empresas que se instalarem no município deem preferência para contratação da mão de obra local. Na última segunda-feira, 4, uma comissão criada pela Câmara de Vereadores e por desempregados itabiranos se reuniu com o prefeito Damon Lázaro de Sena (PV) e cobrou mais atenção do Executivo quanto a essa questão.

No encontro, o prefeito determinou que os secretários municipais façam uma visita ao Sine para verificar os percentuais de contratação de itabiranos e de pessoas de outras cidades. A data ainda será agendada. Como medida imediata, foi definido o maior rigor nas exigências do comprovante de residência.

Protestos

Os desempregados itabiranos manifestaram na Câmara por duas vezes (leia aqui e aqui), a segunda em número considerável de pessoas. O presidente do Legislativo, Rodrigo Diguerê (PV), criou uma comissão, formada pelos vereadores Ronaldo Capoeira (PV), Tãozinho Leite (PP) e Paulo Soares (PSB), para acompanhar a situação.

Apesar de ter sido criada no dia 22 de março, a primeira reunião efetiva da comissão foi essa do dia 4 de abril, após o segundo protesto dos trabalhadores.