Após recesso, Bruno Cabeção busca aprovar projeto “Empresa Amiga do Jovem Aprendiz”

Os encontros são previstos pelo Regimento Interno da Casa, e acontecem todas às quartas-feiras, sempre às 14h

Após recesso, Bruno Cabeção busca aprovar projeto “Empresa Amiga do Jovem Aprendiz”
Vereador Bruno Cabeção é quem busca a implantação do sistema na cidade

Após o recesso parlamentar, a Câmara Municipal de João Monlevade retornou com as reuniões ordinárias nessa quarta-feira (3). Os encontros são previstos pelo Regimento Interno da Casa, e acontecem todas às quartas-feiras, sempre às 14h. Em caso de feriados, as reuniões podem ser realizadas em dia útil, antes ou após a data. Até o final do ano, serão mais 20 reuniões ordinárias, sendo a última no dia 21 de dezembro.

Na retomada das sessões, o vereador Bruno Cabeção (Avante) colocou em pauta a proposição para que o Projeto de Lei que institui o Selo “Empresa Amiga do Jovem Aprendiz” tramite no Legislativo. O legislador em parceria com a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), a Rede Cidadã, o Sest/Senat e o Senai, lançou recentemente a campanha Jovem Aprendiz para incentivar as empresas monlevadenses a contratar adolescentes, sem experiência.

Campanha

A iniciativa da campanha Jovem Aprendiz busca orientar as empresas sobre a importância em oferecer oportunidade para os jovens se capacitarem, de forma prática e teórica. Nesta modalidade de contratação, o adolescente precisa estar matriculado e tem carga horária de meio turno nas empresas.

O lançamento da campanha aconteceu no prédio da CDL e contou também com a participação da jovem aprendiz, Pabline Quaresma e do empresário Luciano Rezende, da empresa Mechanic Usinagem e Caldeiraria.

Como é?

O Programa Jovem Aprendiz já foi implantado na esfera nacional pela Lei 10.097/2000 que obriga empresas de médio e grande porte a contratar, de 5% a 15% das vagas disponíveis, jovens com idade entre 14 e 24 anos, como aprendizes. O vereador Bruno Cabeção propõe que haja uma mobilização das empresas de pequeno porte para também contratar este mesmo percentual em João Monlevade.

“Se conseguirmos aumentar a contratação dos jovens sem experiência é um salto no desenvolvimento econômico do nosso município, além de contribuir para a formação profissional destes adolescentes. Lembrando que, muitas vezes, os jovens ficam à margem das oportunidades de trabalho, justamente, por não terem experiência”, explica o vereador Bruno.

De acordo com dados do Sebrae, em 2019, as empresas de pequeno porte contrataram 8.726 pessoas no município. De acordo com a campanha proposta pelo Vereador Bruno, se as empresas contratassem, usando a cota máxima de 15%, seriam, aproximadamente, 1.300 jovens iniciando a vida profissional, em empresa que não são obrigadas, por lei, a cumprir esta determinação.

“Isso, porque estamos considerando a cota máxima, mas, se considerarmos os 5%, seriam quase 500 jovens beneficiados com o maior programa social que podemos oferecer: o emprego”, explica Bruno Cabeção.

Luciano Rezende, proprietário de uma empresa de pequeno porte, acredita que a contratação de jovens, aliado ao ensino técnico, é fundamental para garantir a permanência de mão de obra qualificada no mercado, “principalmente, na área industrial, quando precisamos realizar a contratação, há dificuldade em encontrar pessoas preparadas para o trabalho e, com este programa, é possível treinar o adolescente para construir uma carreira neste setor”.

Dados

As empresas de médio e grande porte que, obrigatoriamente, necessitam contratar jovens aprendizes, empregaram 7.041 pessoas em 2019, de acordo com o Sebrae. Caso fosse considerado a cota de 15%, seriam, 1.056 jovens empregados. Porém, atualmente, são 317 adolescentes que estão se profissionalizando no Programa. Bruno Cabeção diz que “esse número deixa claro que é preciso uma conscientização e um trabalho coletivo junto à classe de empresários, para que os jovens tenham oportunidade de ingressar no mercado de trabalho”.

A jovem aprendiz, Pabline Quaresma, explicou que o programa teve um impacto positivo em sua vida.

“Eu sempre tive o sonho de estudar psicologia e meus pais não tem condições de pagar o curso para mim. Através do Programa Jovem Aprendiz, hoje eu consigo pagar a formação que sempre sonhei. Trabalho no setor administrativo da RCM, faço o curso técnico e à noite, vou para a faculdade psicologia”, conta a adolescente.

Como participar

O jovem interessado deve procurar a Rede Cidadã, ou Sest/Senat ou o Senai para realizar a inscrição no programa. Estas instituições realizam uma seleção, considerando o perfil que a empresa necessita contratar e encaminha os jovens para o processo seletivo. Assim que aprovado, o jovem inicia a jornada profissional na empresa e o estudo teórico na instituição.

MAIS NOTÍCIAS