Artesãos do grupo Flores do Carmo participam de cursos de capacitação

Até o fim do ano, associações e grupos tradicionais do estado vão integrar um “mapa do artesanato brasileiro” e receber apoio para potencializar a comercialização de seus produtos

Artesãos do grupo Flores do Carmo participam de cursos de capacitação
Foto: Grupo Flores do Carmo Artesanal
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Artesãs e artesãos da Associação do Grupo Flores do Carmo Artesanal, do distrito de Senhora do Carmo, em Itabira, participam neste sábado (23), no Centro de Tradições, de cursos de capacitação promovidos pela organização não-governamental (ONG) Artesol.

A iniciativa é parte das atividades da ONG, que vai abordar comunicação e tecnologia para associações de artesãos do estado. Além disso, esses grupos passam a integrar uma plataforma nacional do artesanato brasileiro. O objetivo é aumentar a visibilidade do artesanato mineiro a nível nacional e internacional, potencializar as vendas e valorizar esse patrimônio cultural.

No total, 24 grupos de artistas populares mineiros integram a Rede Artesol no estado. O grupo Flores do Carmo fabricam tecidos nos teares resgatando a cultura regional e contando histórias. Senhora do Carmo recebe um número significativo de visitantes por seus apelos naturais e culturais e pelos potenciais da região que cercam o distrito em especial o povoado de Serra dos Alves.

Os profissionais da Artesol estão rodando o Brasil para documentar as principais produções de artesanato. Através do projeto, que tem patrocínio da Vale e apoio da Petrobras, os núcleos produtivos ganham uma página dentro do portal, que serve como canal efetivo de negociação entre outros artesãos, lojistas, pesquisadores, promotores culturais e consumidores finais. Após as capacitações, todos os grupos terão fotos de seus produtos nessa vitrine para fortalecer a venda das peças.

A ONG Artesol foi fundada há 20 anos pela antropóloga Ruth Cardoso e tem como foco promover o artesanato tradicional, que é patrimônio cultural do país. Segundo a presidente da organização, Sonia Quintella, “mais do que inventariar saberes tradicionais que correm o risco de desaparecerem por falta de acesso ao mercado, a ideia é manter viva essa diversidade de técnicas artesanais única do Brasil, promovendo inclusão social através da cultura popular”.

Após a capacitação em campo, os artesãos também vão ter acesso a um ambiente de aprendizagem à distância para continuar recebendo conteúdo nas áreas de comunicação, design e formalização, entre outros temas.