Assassinato de policial militar em Monlevade foi premeditado

Militares foram atraídos ao local do crime com falsa denúncia de ameça de morte a menor

Assassinato de policial militar em Monlevade foi premeditado
Polícia Civil concluiu as investigações – Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

O assassinato do 3º sargento Célio Ferreira Souza, da 17ª Cia. de Polícia Militar Independente, em João Monlevade foi premeditado. A afirmação é do delegado chefe da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil, Paulo Tavares. Ele e a delegada adjunta, Camila Alves Batista, concederam coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (9).

Como informado com exclusividade pela DeFato, o proprietário da casa onde Célio foi morto foi preso na manhã de hoje. Conforme investigações, o homem atraiu os policiais à sua casa, com a informação de que seu filho estaria sendo ameaçado de morte. Após acionar os policiais, o proprietário do imóvel comunicou aos traficantes sobre a ida dos militares, além de apontar o cômodo da casa onde eles aguardavam a chegada dos mesmos. “Tanto foi premeditado que o filho que ele disse estar sendo ameaçado, na verdade estava junto dos dois presos pelo assassinato. Ele observou o crime à distância”, informou a delegada. Após diligências, constatou-se que o crime foi planejado contra a instituição Polícia Militar, não especificamente contra o sargento Célio

Delegado Paulo Tavares pede que cidadão denuncie crimes – Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

Durante reconstituição do crime na última semana, com a participação dos dois presos, verificou-se ainda que C.R.R.M., de 18 anos, foi o autor dos disparos e estava acompanhado de I.O.C., de 20 anos, que veio da cidade de Itabira. Célio morreu em decorrência de dois tiros na cabeça. Tão logo foi atingido pelo primeiro disparo, à curta distância, o policial caiu de joelhos e foi executado com o segundo tiro. “Qualquer militar que saísse primeiro, seria morto. Célio foi quem saiu. Os dois responsáveis viram que o sargento estava com colete e o cano da arma dele. O autor dos disparos chegou com arma em punho. A vítima não disparou nenhum tiro”, informou a delegada.

Mandante do crime

Tanto os dois suspeitos do assassinato, quanto o chefe da “Gangue do Lucas”, que comanda o tráfico no bairro São João, foram presos. Segundo o delegado Paulo Tavares, já se sabe que foi ordenado o crime contra a PM e que C.R.R.M., era o braço direito do chefe, por isso executou o assassinato. “Mas há ainda muito a ser feito. Investigamos ainda se há algum mandante de fora”, esclareceu.

Outro ponto informado pelo delegado, é que o dono da casa, que atraiu os militares, tem dois filhos menores, sendo um usuário de drogas e outro traficante. Ele disse à Polícia Civil que estava bêbado no dia do crime, e muitas vezes caiu em contradições. “O senhor preso alega que bebeu no dia do assassinato, de 17h às 21h”, informou. Os policiais chegaram a ele após investigações de que ele seria peça chave para elucidar o caso. Ainda durante a manhã de hoje, outros mandados foram cumpridos. Um segundo homem, J.T.F. foi preso no bairro José Elói. Com ele foram encontrados pólvora e munições. Os dois menores continuam soltos, já que a Justiça não ordenou a apreensão deles.

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Recado dado

Delegada adjunta destaca empenho e união das polícias em Monlevade – Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

Paulo Tavares pediu ainda que o cidadão que tiver qualquer informação que ajude na solução de crimes e ainda no combate ao tráfico de drogas, que faça a denúncia anônima via 181. “Isso é inerente à cidadania. Não podemos permitir que o crime se organize” destacou o delegado.

Já a delegada Camila Batista, agradeceu aos militares, que mesmo abalados, vêm auxiliando nos trabalhos. A delegada ainda deu um recado aos meliantes. “Quem deseja continuar nessa prática e acredita que ficará impune, deixamos claro aqui a união das instituições de segurança no combate ao crime”, ressaltou Camila.

 

 

 

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