Assassinatos crescem em cidades do interior de Minas Gerais

DITORIA DE ARTE   A violência avança em algumas cidades do interior de Minas Gerais. A situação mais grave ocorre em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, onde o número de assassinatos em 2009, comparado com o ano anterior, aumentou 155,5%. A variação foi de nove moradores executados em 2008 para 23 crimes semelhantes, no […]

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A violência avança em algumas cidades do interior de Minas Gerais. A situação mais grave ocorre em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, onde o número de assassinatos em 2009, comparado com o ano anterior, aumentou 155,5%. A variação foi de nove moradores executados em 2008 para 23 crimes semelhantes, no ano passado. O tráfico de drogas é apontado como o principal motivo das mortes.

 Na contramão da violência, em Minas Gerais, as mortes diminuíram pelo sexto ano consecutivo. Em 2008, o território mineiro teve 3.621 pessoas assassinadas, contra 3.452, no ano passado, o que representou queda de 5,5%. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte a queda foi de 12% e em Belo Horizonte, de 10,5%.

O levantamento, feito pela Fundação João Pinheiro, foi apresentado nesta quinta-feira (13). Os números contidos no Anuário de Informações Criminais de Minas foram compilados com base em estatísticas das polícias Civil e Militar. Para conter o aumento da violência e melhorar ainda mais onde foi verificada redução, a polícia promete reforçar a segurança, trabalhar em conjunto com os órgãos públicos e realizar estudos sobre as demais motivações dos crimes.

Divinópolis, na Região Cento-Oeste, está em segundo lugar, com um aumento de 130% no número homicídios. O aumento observado na comparação entre o número de homicídios dos anos anteriores, corresponde aos dez assassinatos registrados em 2008 contra 23 ocorridos em 2009.

Problemas semelhantes vivem duas cidades do Triângulo Mineiro. A situação mais grave acontece em Uberlândia, com 48% de elevação no índice. O número de assassinatos subiu de 74 ocorrências para 110 no período. Em Uberaba, o aumento foi de 24%.

O coordenador da pesquisa, Eduardo Batitucci, da Fundação João Pinheiro, reforça que, apesar dos números crescentes nestas cidades, a tendência é de queda. Ele não descartou a hipótese de criminosos estarem migrando de BH e região para o interior. “Somente um estudo pode comprovar essa ideia, mas nós já observamos isso em outras ocasiões”, diz o professor da FJP.

Drogas, a principal causa
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, os municípios de Sabará e Santa Luzia estão no topo da elevação do número de homicídios. Foram registrados 43 homicídios em Sabará no decorrer de 2008, contra 61 ocorrências em 2009, um aumento acima dos 40%. Em Santa Luzia, foram registrados 81 assassinatos em 2008 contra 93 no ano passado. O aumento foi de 13% no período.

De acordo com o chefe do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Cícero Nunes, mais uma vez, o tráfico de drogas é apontado como o principal motivo dos assassinatos no Estado.

“Uberlândia, por exemplo, tem se desenvolvido muito e uso e a venda ilegal das drogas tem acompanhado essa evolução. Essa é a mesma situação de Patos e Divinópolis”, conta o coronel, que falou da diferença de motivação dos crimes na comparação com Uberaba. “Lá, os motivos são, em sua maioria, briga de bares e discussões entre trabalhadores rurais”.

Por outro lado, houve reversão em alguns casos, como o de Betim, um dos poucos municípios com aumento do índice em 2008, em 18,3%. No ano passado, segundo o anuário divulgado ontem, a queda foi de 19,3% nos assassinatos. 

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