Assistência Social e PM planejam ação para reduzir número de andarilhos em Monlevade

Andarilhos são vistos em várias partes de João Monlevade

Assistência Social e PM planejam ação para reduzir número de andarilhos em Monlevade

A Secretaria Municipal de Assistência Social e a Polícia Militar vão atuar em conjunto para resolver a questão dos andarilhos em João Monlevade. Um encontro para debater o assunto ocorreu nessa segunda-feira, 21, na sede da PM. A iniciativa da reunião ocorreu após o presidente da Câmara Municipal, Guilherme Nasser (PSDB), cobrar da Assistência Social do município soluções para essa questão.

Participaram do encontro, além de Guilherme, o comandante da 17ª Cia. Independente da Polícia Militar em João Monlevade, tenente-coronel Erasmo Rodrigues do Nascimento, a secretária de Assistência Social, Silma Sídia Moura da Costa, a coordenadora do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), Tatiana Meireles Siqueira, a assistente social, Rosalina Lourenço da Silva e o coordenador do Albergue Municipal, Antônio Martins Mendes.

Silma explicou a dificuldade que a secretaria vem enfrentando ao abordar os andarilhos. Segundo ela, ao tentar encaminhar os andarilhos ao albergue ou oferecer passagem para que eles retornem à cidade de origem, os assistentes sociais em alguns casos são agredidos verbalmente e até ironizados. “Esbarramos na questão do direito de ir e vir. Mas os andarilhos não podem fazer do espaço público a morada deles”, disse, solicitando a presença de militares durante as abordagens. O argumento da secretária foi reforçado pelos demais presentes.

Outro ponto abordado foi o papel da comunidade nesta iniciativa. Segundo Tatiana, é importante que a população tenha em mente que dar dinheiro ou qualquer tipo de benefício aos andarilhos, dificulta o trabalho da Assistência Social. “Muitas vezes abordamos alguns deles e oferecemos o albergue, mas a resposta que temos é que as pessoas ajudam e que para eles isto é melhor”, disse. Rosalina reforçou o argumento de Tatiana, e disse ouvir dos andarilhos que o povo de João Monlevade é acolhedor. Tatiana ainda pediu que quando abordado, o cidadão fale para o andarilho procurar a secretaria de Assistência Social. Para isto, o setor pretende fazer uma campanha educativa junto à população.

Parceria firmada

Após ouvir os relatos, o comandante da Polícia Militar solicitou que a Secretaria de Assistência Social estabelecesse datas e horários das abordagens e afirmou que a PM estará presente. “A partir deste planejamento, deixarei uma equipe apenas para acompanhar os assistentes sociais. A PM é parceira do Poder Público e da comunidade e a corporação vai participar nesta nova abordagem”, disse.

Guilherme Nasser destacou que a comunidade esta incomodada com o crescente número de andarilhos e que é preciso pensar em uma solução para este problema. “Parcerias são importantes para juntos conquistarmos nosso objetivo. Acredito que quando a proposta for colocada em prática, teremos um resultado muito satisfatório”, declarou.