Associações comerciais lideram mobilização por duplicação da BR-381: “Vamos pressionar”

Representantes de associações comerciais da região querem pressionar políticos para que a duplicação da BR-381 tenha continuidade

Associações comerciais lideram mobilização por duplicação da BR-381: “Vamos pressionar”

Um grupo formado por associações comerciais de dez cidades da região do Médio Piracicaba definiu se mobilizar para pressionar o Governo Federal a dar prosseguimento às obras de duplicação da BR-381. Atualmente, apenas um dos onze lotes do projeto está em andamento. Segundo o presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agropecuária de Itabira (Acita), Eugênio Müller, a ideia é fazer pressão e sensibilizar o Ministério dos Transportes.

Em reunião na segunda-feira da semana passada, 25 de abril, em João Monlevade, líderes empresariais da região receberam o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Minas Gerias, Fabrício Martins Cunha, para que ele fizesse uma exposição do atual panorama das obras de duplicação. As notícias não são boas. Segundo o executivo, a situação econômica do país dificulta a parte operacional e a meta para 2017 é entregar algum produto do pouco que ainda está em andamento.

Na mesma reunião os presidentes das associações definiram pela mobilização. Eles querem aproveitar a visita do ministro do Transportes, Maurício Quintella Lessa, que vem a Minas Gerais neste mês de maio, para tentar um encontro com o representante do Governo Federal. A intenção é mostrar a ele o quanto a demora nas obras de duplicação impacta diretamente no desenvolvimento econômico de toda região. “Iremos dialogar, conversar, mostrar a importância regional para o nosso desenvolvimento. Não dá para pensar em diversificação econômica, especialmente em indústria criativa voltada para o turismo, sem uma estrada descente. Vamos mostrar a ele todas as nossas necessidades, fazer pressão”, afirma Eugênio Müller.

Outra missão dos representantes da classe empresarial é uma reunião com a bancada mineira da Câmara Federal. “Temos que dialogar com as forças políticas para ver o que é possível em termos de celeridade. Nós precisamos garantir que esse trecho saia. É um projeto caro, difícil, moroso, mas sem mobilização a demora será muito maior”, avalia o mandatário da Acita, em Itabira.

Devagar, quase parando

A parte da duplicação que tem obras mais adiantadas – e ainda em andamento – é o lote 7, que compreende o trecho entre o rio Una, em São Gonçalo do Rio Abaixo, e Caeté. É o setor que compreende os trevos de Barão de Cocais e Itabira, duas obras que o Dnit espera entregar no segundo semestre deste ano. Trechos de rodovia próximos a Caeté, já em fase de pavimentação, também podem ser liberados em 2017.

De acordo com o superintende do Dnit, os lotes 1 e 2, próximos a Governador Valadares, estão em reavaliação do projeto, para ver a viabilidade de obras. O lote 3, que dá acesso à região do Vale do Aço, tem previsão de início das obras em maio deste ano. Esses trechos estão sob a responsabilidade da regional do Dnit em Minas Gerais, enquanto outros ficam sob o controle de Brasília, o que pode atrasar o processo de início das obras. Os lotes 5 e 6, que correspondem o trecho de Nova Era à João Monlevade, por exemplo, estão passando por um estudo de viabilidade, na capital federal, para verificar alternativas viáveis ao projeto.

Demandas

Durante reunião com o superintende do Dnit em João Monlevade, os líderes empresariais propuseram ao representante do órgão avaliar demandas isoladas de cada cidade com relação a problemas na BR-381. Os municípios fariam um mapeamento de melhorias que julgam necessárias em seus respectivos trechos e apresentariam ao departamento. Segundo Eugênio Müller, o superintendente de Dnit se mostrou sensível a receber e estudar essa medidas e implantar as que forem viáveis.