Atirador invade escola na Rússia e faz vítimas entre professores e alunos
Até agora, nove pessoas morreram, 21 ficaram feridas e seis foram hospitalizadas
Um ataque a tiros em uma escola assusta a Rússia na manhã dessa terça-feira (11). Ao menos nove pessoas morreram em um tiroteio unidade educacional que fica em Kazan, cidade da região central do país. Quem informou foram as agências de notícias Interfax e Ria Novosti.
Além disso, cerca de 20 pessoas ficaram feridas, um suspeito, de 19 anos, foi preso e uma arma, apreendida. Ele abriu fogo contra os alunos da escola que tem 1.049 estudantes e 57 funcionários. Segundo autoridades de saúde, 21 pessoas foram hospitalizadas após o ataque, incluindo 18 crianças. Dessas, seis estão na UTI.
“Seis menores de idade se encontram em estado grave”, afirmou o porta-voz do governo do Tartaristão, cuja capital é Kazan, Lazat Jaydarov. A escola foi cercada pela polícia e um suspeito chegou a ser filmado quando foi imobilizado no chão por policiais, do lado de fora do prédio. A identidade dele não foi revelada.
Sobre o ataque
Testemunhas disseram ter ouvido uma explosão e, em seguida, os tiros. Alguns estudantes conseguiram escapar do prédio durante o ataque. Muitos deles chegaram a pular pelas janelas do terceiro andado do prédio, mas outros ficaram presos lá dentro e foram retirados depois.
O governador do Tartaristão, Rustam Minnikhanov visitou a escola e afirmou que o atirador tinha permissão para portar a arma que usou no crime. “O terrorista está preso. Ele é uma morador local. A arma de fogo está registrada em seu nome. Outros cúmplices não foram identificados e uma investigação está em andamento”.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, expressou condolências às famílias das vítimas e desejou uma rápida recuperação aos feridos. Devido ao ataque, ele ordenou a revisão da regulamentação sobre os tipos de armas permitidas para uso civil.
Vale ressaltar que ataques em escolas são raros na Rússia. Oito crianças e uma professora ficaram feridas em 2018 após dois homens mascarados atacarem o local com armas brancas. No mesmo ano, um estudante de faculdade matou 19 antes de se matar na Crimeia, região da Ucrânia que foi anexada à Rússia.




