Atlético conquista a taça da Copa do Brasil
Time alvinegro voltou a vencer o Cruzeiro, agora no Mineirão, por 1 a 0, na noite desta quarta-feira, e conquistou o título inédito
Tardelli decide nos acréscimos
Mesmo com o Mineirão repleto de Cruzeirenses, a pequena torcida do Atlético fez barulho. E contagiou o time, que mostrou muita personalidade em campo, tocando bola e marcando firme. O time alvinegro poderia ter conquistado boa vantagem no primeiro tempo, se não tivesse desperdiçado tantos contragolpes. Já a equipe estrelada não teve o mesmo ímpeto do duelo contra o Goiás, no qual ganhou por 2 a 1 e garantiu o tetracampeonato brasileiro.
O time celeste cedeu muitos espaços pelas laterais, já que precisava atacar a todo instante para tirar a vantagem do arquirrival, adquirida no primeiro duelo, vencido pelo Galo por 2 a 0, no Independência. E o Atlético foi inteligente, soube tocar bem a bola e explorar as laterais. Nem a perda de Luan, que deixou o campo substituído por causa de lesão, aos 31min, diminuiu o ritmo dos alvinegros. Maicosuel entrou e manteve o nível, sempre caindo pela direita, nas costas de Egídio.
Mesmo com a grande desvantagem, a torcida celeste deu uma força na volta para o segundo tempo. O grito de incentivo, no entanto, não mexeu com os jogadores. O Cruzeiro atacava, mas perdia a bola com facilidade e ainda se expunha aos contragolpes do Atlético, que não aproveitava até por displicência em alguns momentos. O Galo poderia ter ampliado logo no início da etapa final, quando Douglas Santos escapou pela esquerda, foi ao fundo e cruzou. Maicosuel não alcançou.
Além da pouca inspiração, o ataque celeste tinha um duro adversário a superar. O sistema defensivo do Atlético funcionou muito bem: uma zaga firme e os volantes se superando na marcação. O técnico Marcelo Oliveira mexeu, trocando William por Dagoberto, na tentativa de incendiar a equipe. Em ótima oportunidade, Ricardo Goulart dominou na área e chutou na rede, mas pelo lado de fora. O Galo, por sua vez, era só tranquilidade. Seguia tocando a bola e a torcida até gritou ‘Olé’.
A partir dos 23min, a torcida do Galo tomou conta do Mineirão. Com cânticos provocativos, o já famoso ‘Maria eu sei que você treme…’ foi entoado à exaustão. E até mesmo quando o Cruzeiro tocava a bola, os atleticanos vaiavam. A impressão era que o Galo jogava em casa. Os celestes responderam com a comemoração ao quarto título do Brasileiro: ‘Tetracampeão’. Um show à parte, já que dentro de campo o panorama não mudou.
Marcelo Oliveira mexeu novamente, trocando Ceará por Julio Baptista. Uma nova tentativa de aumentar o poder de fogo da equipe, com um homem mais forte na área. A expulsão de Leandro Donizete, aos 39, só serviu para tumultuar um pouco o fim da partida. Os climas ficaram exaltados, mas só dentro de campo. Com o apito final do árbitro, a comemoração foi dupla. De um lado, o título inédito da Copa do Brasil. Do outro, já que os cruzeirenses não deixaram barato, festa para o tetracampeonato brasileiro. (Superesportes)