Audiência pública para debater implantação de escola cívico-militar em Itabira é adiada

De acordo com a proposta, os militares atuarão no apoio à gestão escolar e à gestão educacional, enquanto professores e demais profissionais da educação continuarão responsáveis pelo trabalho didático-pedagógico

Audiência pública para debater implantação de escola cívico-militar em Itabira é adiada
Escola Municipal Marina Bragança de Mendonça, no bairro Santa Marta – Foto: Divulgação/PMI
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Foi adiada para fevereiro a audiência pública que pretende discutir a implantação de uma escola cívico-militar na rede pública municipal de ensino em Itabira. O encontro estava agendado para acontecer na noite desta terça-feira (10), na Câmara Municipal. No entanto, segundo o vereador André Viana Madeira (Podemos), houve uma incompatibilidade na agenda do deputado estadual Bruno Engler (PSL) – indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (mesmo partido) para defender o projeto.

O assunto foi levantado pelo vereador, pela primeira vez, em 15 de outubro. Naquela época, à DeFato, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura informou que “por ora, este é somente um desejo”. No entanto, a reportagem apurou que a Escola Estadual Marina Bragança de Mendonça, localizada no bairro Santa Marta, seria a escolhida para a implantação da escola cívico-militar. A formalização junto ao MEC não aconteceu e em 2019 não há mais prazo para submeter o pedido à análise. As negociações devem avançar no próximo ano.

A proposta é implantar 216 unidades em todo o país, até 2023, sendo 54 por ano. O modelo de escola cívico-militar a ser implementado pelo Ministério da Educação tem o objetivo de melhorar o processo de ensino-aprendizagem nas escolas públicas e se baseia no alto nível dos colégios militares do Exército, das Polícias e dos Corpos de Bombeiros Militares.

Os militares atuarão no apoio à gestão escolar e à gestão educacional, enquanto professores e demais profissionais da educação continuarão responsáveis pelo trabalho didático-pedagógico. Participarão da iniciativa militares da reserva das Forças Armadas, que serão chamados pelo Ministério da Defesa. Policiais e Bombeiros militares poderão atuar, caso seja assim definido pelos governos estaduais e do Distrito Federal.