Audiência termina sem acordo e acampamento continua

Mais um protesto pelas ruas da cidade, desta vez, em comemoração aos 100 dias de acampamento

Audiência termina sem acordo e acampamento continua

A Prefeitura de Itabira não assinou o acordo proposto pelos moradores do extinto bairro Drummond, durante a audiência de conciliação na tarde desta quarta-feira, 31 de agosto. Os líderes do aglomerado pediram a audiência para assegurar que as propostas da Prefeitura, de ajuda aos moradores, fossem cumpridas. Caso o documento fosse assinado pelo Município, os acampados desmanchariam as barracas, que hoje completam 100 dias em frente ao Paço Municipal.

A audiência foi marcada pelo advogado das Brigadas Populares, que defende os Sem-Terra, Joviano Meyer. Segundo o procurador jurídico do Município, Gilberto Magalhães, não houve nova conciliação porque a Prefeitura já assinou todos os acordos necessários para que se cumpram as ações prometidas aos ex-moradores.

Para o Pastor Adilson, é necessário que a Prefeitura estabeleça um prazo de cumprimento das promessas, para que as famílias não fiquem anos nos abrigos. Os líderes querem prazo máximo de um ano para que a situação das famílias desabrigadas seja resolvida. “Não queremos nada de graça, mas uma segurança de que as famílias poderão viver com dignidade”.

Na audiência fechada conversam o juiz da 1ª Vara Cível, André Luiz Pimenta, o advogado Joviano Meyer, o procurador jurídico do município, Gilberto Magalhães, e o líder da extinta comunidade, pastor Adilson Gualberto.

"Ato dos 100 Dias"

Em comemoração aos 100 dias de acampamento em frente à Prefeitura, os moradores do extinto Drummond se reuniram com direito a bolo, parabéns e balões. Em seguida, saíram em passeata pelas ruas do Centro até o Fórum, onde ocorreu a audiência de conciliação.

Com faixas e nariz de palhaço, em um carro de som, Selma Lúcia Coura Damascena, da Diocese de Itabira, explicava a todos o motivo do movimento, que foi intitulado “Ato dos 100 Dias”, e salientava que os moradores apenas querem seus direitos garantidos como qualquer cidadão.

Para ela, o problema da falta de moradia dos moradores do extinto Drummond não é apenas daquelas famílias, mas da cidade, pois a situação foi transferida para os bairros. “Muitas famílias estão morando na casa de parentes, em garagem de amigos, espalhados pelos bairros da cidade”.

Propostas

*Priorização das famílias já cadastradas na distribuição dos apartamentos que serão construídos por meio do programa Minha Casa, Minha Vida.

*Disponibilização de terrenos e materiais para a construção de moradias.

*Atendimento às famílias em situação de maior vulnerabilidade social no Programa Bolsa Moradia (Probom).