Auxílio Emergencial: 2ª parcela poderá ser paga até 47 dias depois da 1ª

Após a primeira parcela do auxílio emergencial, os beneficiários do público geral terão que esperar entre 40 e 47 dias para receber a segunda parcela

Auxílio Emergencial: 2ª parcela poderá ser paga até 47 dias depois da 1ª
Foto: Reprodução/Internet

Após receber a primeira parcela do auxílio emergencial, os beneficiários do público geral — que não incluí o Bolsa Família — terão que esperar entre 40 e 47 dias para receber a segunda parcela do programa federal. Os cálculos são do Brodcast, sistema de notícias do Estadão, e leva em consideração o calendário de pagamento do benefício às famílias em dificuldades devido à pandemia de Covid-19.

Os nascidos em janeiro receberão o primeiro depósito em 6 de abril, mas a segunda parcela cairá na conta apenas em 16 de maio. O intervalo é de 40 dias — mesma diferença para os nascidos em fevereiro.

Beneficiários nascidos em março e junho, por sua vez, esperarão 42 dias entre o primeiro e o segundo pagamento. Já quem faz aniversário em abril, maio e julho terá de esperar 43 dias a partir da primeira prestação da ajuda.

Para os nascidos em agosto, setembro, outubro e novembro, o intervalo será ainda maior, de 45 dias. Quem faz aniversário em dezembro enfrentará a maior espera: 47 dias entre o primeiro depósito (30 de abril) e o segundo (16 de junho).

Para o pagamento da terceira e da quarta parcela do auxílio, o intervalo será menor, mas ainda assim maior que um mês. A espera ficará entre 32 e 35 dias.

Os cálculos levam em conta o calendário para depósitos na poupança social digital criada em nome do beneficiário pela Caixa Econômica Federal. Nessas datas, os valores poderão ser usados em pagamento de contas, de boletos e para realização de compras por meio de cartão de débito virtual ou QR Code.

Para poder sacar o dinheiro ou usá-lo em transferências bancárias ou pagamentos com PIX, o governo estipulou outro calendário. No entanto, segundo a Caixa, 75% das movimentações da poupança social digital são feitas de maneira digital, por meio do aplicativo Caixa Tem.

Mais cedo, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, informou que uma preocupação do governo é evitar aglomerações nas agências do banco ou em lotéricas, uma vez que autoridades sanitárias recomendam o distanciamento social para frear o avanço do novo coronavírus. “Teremos todo um calendário com todo o detalhamento, para minimizar aglomerações. Nossa expectativa é de que pelo menos metade das pessoas já paguem suas contas digitalmente. Vamos minimizar as filas de saques”, disse.

* Conteúdo Estadão.