Avião cai em Belo Horizonte e mata três; manobras que antecederam queda intrigam especialistas
Queda aconteceu minutos após a decolagem, no aeroporto da Pampulha

Um acidente com o avião bimotor King Air prefixo PR-ABG, que caiu pouco depois de decolar do Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, na Pampulha, em Belo Horizonte, matou três pessoas na tarde desse domingo, 7 de junho.
Em uma dinâmica que intriga especialistas, a aeronave despencou sobre a casa de número 105 da rua São Sebastião, no bairro Minaslândia, Região Norte da capital, explodindo em seguida.
Por sorte os dois moradores da residência escaparam ilesos. Eles estavam na horta do imóvel, cuidando de galinhas, quando tiveram a garagem destruída pelo avião em chamas. O bimotor King Air C90GTi é considerado por especialistas um equipamento bastante seguro. O tempo bom, com céu azul e pouca nebulosidade, também diminui as chances de fatores meteorológicos terem influenciado na queda da aeronave.
Segundo o jornal Estado de Minas, com base no relato de testemunhas de que o avião teria subido em um ângulo reto, de forma incomum, e de conversas que tiveram com operadores da torre de controle, eles supõem que o comandante do King Air pode ter executado uma manobra chamada de “decolagem americana” ou de "máxima performance”. “Na decolagem americana, em vez de o piloto iniciar a subida gradual até a altitude de cruzeiro, ele segue em rasante até o fim da pista, para ganhar mais velocidade, e puxa o manche para realizar uma subida abrupta.
Com isso, o avião decola com quase o dobro da velocidade habitual e atinge a altitude de cruzeiro com cerca de 15 segundos, em vez de demorar cerca de três minutos gastos na outra maneira”, explica um comandante com 26 anos de aviação, que preferiu não se identificar.
De acordo com a Infraero, o bimotor turbo hélice fabricado pela Hawker Beechcraft, modelo C90GTi, tinha como destino a Fazenda Sequoia, em Setubinha, no Vale do Mucuri. Estavam a bordo dois tripulantes – o comandante Emerson Thomazine, de 43 anos, de São Paulo, e o copiloto Carlos Eduardo Abreu, de Piumhi, no Centro-Oeste mineiro – e um carona, o policial civil Gustavo de Toledo Guimarães, de 38. De acordo com colegas que foram ao local, Toledo não estava a serviço, mas também era piloto e estava no hangar.
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