Bancada do PT não assinou CPI que investigará o crime organizado
O requerimento foi protocolado em 5 de fevereiro de 2025 e recebeu 31 assinaturas, número superior ao mínimo exigido
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil) anunciou nesta quinta-feira (30), a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, que será oficialmente criada na próxima terça-feira (4).
O requerimento foi protocolado em 5 de fevereiro de 2025 e Recber 31 assinaturas, número superior ao mínimo exigido, sem nenhuma assinatura da bancada petista.
A CPI terá a missão de apurar a estruturação, expansão e funcionamento do crime organizado no país, focando, principalmente, na atuação de milícias e facções criminosas, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em nota oficial, Alcolumbre afirmou: “Determinei a instalação da CPI do Crime Organizado para a próxima terça-feira (4), em entendimento com o senador Alessandro Vieira. A comissão irá apurar a estruturação, a expansão e o funcionamento do crime organizado, com foco em milícias e facções. É hora de enfrentar esses grupos Criminosos com a união de todas as instituições do Estado brasileiro, assegurando a proteção da população diante da violência que ameaça o país”.
A iniciativa da CPI foi tomada depois da operação policial no Rio de Janeiro, com 121 mortos, incluindo dois militares e dois policiais civis.
O episódio ampliou as discussões no Congresso sobre a necessidade de levar adiante a investigação da atuação de facções e milícias nas diferentes regiões do país.
A bancada petista é composta de 9 senadores: Rogério Carvalho, Beto Faro, Fabiano Contarato, Paulo Paim, Augusta Brito, Humberto Costa, Jaques Wagner, Randolfe Rodrigues e Teresa leitão.
A CPI do Crime Organizado terá em sua composição 11 titulares e 7 suplentes, com prazo, a princípio, de 180 dias para concluir os trabalhos, com os integrantes sendo indicados pelos blocos partidários logo após a formalização do ato de criação.




