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Bancos saem em defesa do Pix após justificativas dos EUA para o novo tarifaço

O PIX foi um dos motivos para a imposição de novas tarifas ao Brasil- Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) saiu em defesa do Pix, rebatendo as conclusões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).

O órgão americano classificou as regras do Banco Central do Brasil (BC) como “injustas e discriminatórias” contra empresas norte-americanas de meio de pagamento eletrônico, utilizando isso como um dos argumentos para justificar a proposta de um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros.

Nas conclusões da investigação realizada sob o governo Donald Trump, o USTR alega o duplo papel do Banco Central, que atua simultaneamente como regulador e operador do Pix, gera um conflito de interesses. O relatório critica o fato de o sistema exigir gratuidade para pessoas físicas e limitar as taxas cobradas de pessoas jurídicas, o que supostamente prejudicaria grandes operadoras americanas de cartões, como Visa e Mastercard.

Através de comunicados emitidos pela Febraban e outras federações do setor financeiro, o sistema bancário brasileiro rebateu firmemente as acusações norte-americanas.

A Febraban pontuou que a análise do órgão comercial norte-americano é fruto de dados falhos sobre os objetivos e o real funcionamento da ferramenta.

O Pix não é um produto comercial exclusivo, mas sim uma infraestrutura pública de pagamentos totalmente aberta. Qualquer instituição que opere no Brasil, inclusive bancos e fintechs dos EUA, pode participar livremente do sistema.

Em vez de fechar o mercado, o Pix ampliou drasticamente a concorrência bancária, reduziu custos para empresas locais e garantiu a inclusão financeira de mais de 150 milhões de brasileiros.

Em 06 de julho de 2026, Washington realizará consultas públicas oficiais e uma audiência para tratar imposição de barreiras ao Brasil.

Em 15 de julho, prazo limite dado pelo USTR para a definição e aplicação final das chamadas “medidas corretivas”.

O setor bancário confia que as manifestações técnicas enviadas pelo Banco Central do Brasil e por bancos parceiros (incluindo subsidiárias norte-americanas) ajudarão a esclarecer a legitimidade do Pix antes do prazo final.

*Fonte: Sindicatos dos Bancários de Cascavel/SBT News

 

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