Band muda data de primeiro debate presidencial para ter presença de Lula
A transmissão vai ocorrer em pool (grupos reunidos), Band TV, TV Cultura, TV Gazeta, Jovem Pan e You Tube

O Grupo Bandeirantes adiou o primeiro debate na TV entre os candidatos à Presidência da República que aconteceria no dia 16 de agosto para o dia 23 de agosto de 2026, sete dias após a data inicial.
O horário foi mantido, às 20 horas (horário de Brasília-domingo). A transmissão vai ocorrer em pool (grupos reunidos), Band TV, TV Cultura, TV Gazeta, Jovem Pan e You Tube.
A alteração ocorreu para facilitar a participação do presidente luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, já que a data inicialmente programada coincidia com o primeiro dia da campanha eleitoral de rua e da internet, quando o Partido dos Trabalhadores agendou uma grande mobilização no Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo, interior paulista.
Os candidatos Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) já confirmaram presença. O senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula ainda avaliam suas possíveis participações.
Augusto Cury (Avante) também deve participar do debate, conforme os critérios de representação partidária.
O calendário dos debates aos governos estaduais não teve alteração, com a Band transmitindo simultaneamente os confrontos regionais em 15 estados e no Distrito Federal no dia 9 de agosto, também às 20horas.
O receio da equipe de Lula é de que, como é o único candidato da esquerda na disputa e líder nas pesquisas de intenção de votos, ele possa concentrar os ataques dos demais candidatos; por isso, ainda não foram definidos os debates que ele possa participar, nem quantos compromissos desse tipo ele poderá participar.
Flávio Bolsonaro indicou que pretende adotar critério idêntico para decidir onde estará, sinalizando que deverá comparecer apenas aos debates televisivos que também tenham a presença de Lula. A avaliação da equipe do senador é de que sem a presença de Lula, ele possa se tornar o principal alvo dos demais concorrentes ao Planalto, em especial de Caiado e Renan Santos.