Bar é interditado em BH após descumprir decreto que restringe funcionamento do comércio
Interdição é a primeira registrada na capital desde o decreto que visa conter a pandemia provocada pelo novo coronavírus

Por Leandro Colombo e Paulo Henrique – de Belo Horizonte
Um bar foi interditado em Belo Horizonte por descumprir o decreto que suspende o alvará de funcionamento de alguns comércios na cidade. A interdição, registrada nessa quarta-feira (1º), é a primeira desde a publicação feita pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD), oficializada no dia 18 do mês passado, visando conter a pandemia do novo coronavírus.
Fiscais da Prefeitura constataram que o bar, localizado avenida Dom Pedro II, na região Noroeste de BH, oferecia produtos e serviços para consumo no local. O estabelecimento também disponibilizava mesas e cadeiras para os clientes, propiciando a formação de uma aglomeração, fator que justifica a formulação do decreto.
Para averiguar se as medidas de restrição estão sendo cumpridas, a Guarda Municipal de BH tem feito visitas em diversos estabelecimentos da capital. Para que o combate ao descumprimento do decreto se torne mais eficaz, os moradores de Belo Horizonte podem ajudar diretamente, por meio de denúncia anônima, nos canais da Prefeitura ou através do telefone 156.
Os comércios que não estão autorizadas a funcionar e insistem em burlar o decreto podem sofrer com medidas administrativas; Além disso, cabe a aplicação de multa que pode chegar a custar mais de R$ 5.500 para aqueles que forem flagrados nesse tipo de situação.
Alerta
O clínico geral e cardiogeriatra, Diogo Umman, reforça a importância de seguir as recomendações impostas no decreto. Ele lembra que ambientes que possibilitem a aglomeração de pessoas, como o bar interditado, tem maior chance maior de propagar o coronavírus.
“O Covid-19 é um vírus que tem alto potencial de contágio, e não existe ainda um tratamento específico. As pessoas podem ser contaminadas através de gotículas invisíveis da saliva de outra pessoa que está no ambiente. Assim como pelo simples ato de levar a mão ao rosto após tocar algum local que esteja contaminado. E dessa forma, tornam-se mais um agente contaminante dentro dos ambientes que frequentam”, ponderou o médico.
Ainda segundo o Diogo Umman, mesmo que as pessoas estejam saudáveis, é necessário que cada um faça sua parte. Especialistas apontam que achatar a curva de contágio e a melhor solução para evitar a explosão de pacientes com covid-19 e garantir que o SUS dê conta de tratar as vítimas do coronavírus.