BDMG Cultural promove lançamento de livro sobre os desafios da economia criativa
O livro pode ser considerado uma referência em trabalhos acadêmicos e políticas públicas
O BDMG Cultural promoveu o lançamento do livro “Por um Brasil Criativo: significados, desafios e perspectivas da economia criativa brasileira”, com a presença das organizadoras da publicação, Ana Flávia Machado e Cláudia Leitão, e de um dos autores do livro, Luiz Antônio Gouveia Oliveira.
O público, em sua maior parte formado por gestores culturais, estudantes e pesquisadores da área de economia criativa, participou de um bate-papo com os convidados, que contaram sobre a história da publicação e falaram de sua experiência acadêmica e institucional com o tema.
“Ficamos muito felizes com a entrega desse pequeno grande livro. Tudo começou com um convite do Cedeplar para que eu participasse de uma banca, juntamente com a Ana Flávia. E lá nos aproximamos e começamos a trocar uma série de inquietações. Por que não organizarmos uma publicação que apresentasse tudo isso? ”, lembra Cláudia Leitão.
Ex-secretária nacional da Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia, além de organizar e ser uma das autoras do livro, liderou uma equipe em Brasília para desenvolver o Plano Brasil Criativo, entre abril e junho de 2011.
O projeto traçou um plano que permitiria ao Brasil formular um novo modelo de desenvolvimento para micro e pequenos empreendedores, artistas e profissionais da cultura e da criatividade brasileiras, tornando-se referência internacional.
“Em um formato pautado pela inclusão produtiva, sustentabilidade, diversidade e inovação”, completa Cláudia Leitão. Porém, o processo de criação do Plano foi desarticulado antes mesmo de ser apresentado, em razão de mudanças na condução do Ministério da Cultura.
“Registrar todo o esforço para gerar a primeira leva de políticas públicas no setor para o nosso país é muito importante”, afirma Luiz Antonio Gouveia Oliveira, analista de Planejamento e Pesquisa do IBGE e assessor na Secretaria Executiva do Ministério da Cultura.
Oliveira foi responsável por conduzir uma análise em territórios criativos no país, indo além dos setores tipicamente culturais, como dança, teatro, música, incorporando as novas mídias, indústrias de conteúdo, design e arquitetura, entre outros.
“Dar acesso e protagonismo a esse país de criativos é muito importante. Por isso é necessário compartilhar conhecimento e conteúdo sobre a economia produtiva para a juventude. São necessários alunos e professores que transformem essas hipóteses em teses”
Cláudia Leitão. pesquisadora e uma das organizadoras do livro
Buscando conhecimento na área, dois estudantes da Universidade Federal de Viçosa vieram para Belo Horizonte especialmente para o lançamento, e fizeram um “bate-volta” para o encontro com suas referências no estudo da economia criativa.
“Quem pesquisa sobre a economia criativa tem um desafio muito grande. Ter contato com quem conhece é muito importante”, conta Brendow Fraga, mestrando da UFV e integrante do grupo de Gestão e Desenvolvimento de Territórios Criativos da instituição.
“Juntar os criativos é uma boa tarefa para quem atua na área”, completa José Ricardo, doutorando na UFV. Sua tese propõe um comparativo da economia criativa de Lisboa, considerada uma cidade criativa, com algumas cidades brasileiras. Em sua passagem por Portugal, ele conheceu a Direção de Economia e Inovação da Câmara Municipal de Lisboa.
As organizadoras também levarão a publicação, que conta com 18 autores e pesquisadores de diversas universidades e centros de pesquisa, para eventos relacionados ao tema e fóruns de economia, em várias cidades do Brasil.
“Este livro pode ser considerado uma referência em trabalhos acadêmicos e políticas públicas. Há muito o que dizer sobre este tema”, afirma Ana Flávia Machado, professora de Economia no Departamento de Ciências Econômicas na UFMG.
Programa mineiro
Em Minas Gerais, o Governo do Estado lançou o Programa de Incentivo à indústria Criativa, uma ação inédita capaz de fomentar o desenvolvimento de novos negócios que gerem empregos, renda e riquezas para os mineiros.
Até o fim de 2018, serão investidos mais de R$ 20 milhões em iniciativas de valorização de variados segmentos, como Gastronomia, Audiovisual, Design, Moda, Música e Novas Mídias. Muitas destas ações estão em andamento, gerenciadas pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig).