Bernardo Rosa propõe que casarão abandonado se torne moradia estudantil para alunos da Unifei em Itabira
Vereador quer destinar imóvel histórico da Rua Major Paulo a universitários de outras cidades; prédio está fechado, acumula materiais e pode precisar de reformas para voltar a ser utilizado.

Um casarão histórico abandonado na Rua Major Paulo, em frente à Igreja do Rosário, em Itabira, poderá ganhar uma nova função: abrigar estudantes universitários que enfrentam dificuldades para custear moradia no município. A proposta é do vereador Bernardo Rosa (PSB), que apresentou a Indicação nº 600/2026 para solicitar à prefeitura uma avaliação sobre a possibilidade de transformar o imóvel em uma moradia estudantil, após a realização dos estudos e das adequações necessárias.
O prédio pertence ao patrimônio municipal, mas está fechado e sem utilização. Antiga sede da União dos Amigos de Itabira (UAI), o casarão ainda guarda materiais e equipamentos deixados pela entidade. Além disso, o abandono e o tempo sem uso causam preocupações sobre a conservação da construção, que pode exigir reformas de maior custo para voltar a receber pessoas.
Segundo o vereador, a proposta busca unir a recuperação do patrimônio histórico a uma demanda dos estudantes que vêm de outras cidades para cursar o ensino superior em Itabira, principalmente na Universidade Federal de Itajubá (Unifei). Segundo Bernardo Rosa, os gastos com aluguel e alimentação dificultam a permanência de parte dos universitários e podem contribuir para a evasão acadêmica.
Ainda segundo Bernardo Rosa, o aproveitamento do casarão como residência estudantil poderia oferecer uma alternativa de moradia a alunos sem condições de arcar com os custos de aluguel na cidade. Para o parlamentar, a medida também contribuiria para fortalecer a presença da Unifei e a diversificação econômica de Itabira, ao favorecer a permanência dos estudantes durante a graduação.
Além da proposta de moradia estudantil, Bernardo Rosa apresentou a Indicação nº 599/2026, que solicita a retirada dos materiais existentes no imóvel e a limpeza geral da propriedade, incluindo seu entorno. De acordo com o vereador, essa é uma providência inicial que pode ser adotada independentemente da futura destinação do casarão.

Em tempo: As duas indicações foram aprovadas pela Câmara Municipal, com 14 votos favoráveis e um contrário. A aprovação, entretanto, não significa que a moradia estudantil será implantada. A proposta ainda depende de avaliação da Prefeitura de Itabira, de estudos sobre a viabilidade do projeto e da definição das reformas e adequações necessárias para que o casarão volte a ser utilizado.