Bíblia: palavra de Deus que ilumina a nossa vida

O Mês da Bíblia deste ano tem como tema “A Esperança não decepciona” e o livro que vai iluminar a nossa caminhada é a Carta de São Paulo aos Romanos

Bíblia: palavra de Deus que ilumina a nossa vida
Foto: Reprodução

Tradicionalmente, na Igreja Católica, o mês de setembro é dedicado à Bíblia. Podemos dizer que é um mês especial da Palavra de Deus com o intuito de que os fiéis criem uma intimidade maior com a Palavra de Deus e tomem gosto pela meditação diária da Palavra. Do mesmo modo que nos alimentamos de comida todos os dias, a Palavra de Deus deve ser nosso alimento diário.

Com relação à Bíblia, Frei Carlos Mester afirma: “O livro mais importante não é a Bíblia, mas a vida, conforme lembra Santo Agostinho”. “Cada pessoa é uma palavra ambulante de Deus para os outros. A Bíblia não foi feita para substituir a vida, mas para ajudar a entender a vida. Nós podemos ajudar a revelar o Reino de Deus que está nas pessoas”, nos assegura o Frei.

O Mês da Bíblia deste ano tem como tema “A Esperança não decepciona” e o livro que vai iluminar a nossa caminhada é a Carta de São Paulo aos Romanos, que auxiliará os Grupos de Reflexão e Oração a mergulharem na Palavra de Deus, em sintonia com o Jubileu da Esperança.

Quando falamos de esperança, não nos referimos a uma ilusão ou a um simples desejo de que as coisas melhorem. Para o cristão, esperança é certeza: sabemos que Deus é fiel e que a Sua promessa não falha. Paulo escreve aos cristãos de Roma que viviam em meio a tensões sociais e perseguições, para dizer-lhes que, apesar das dificuldades, eles não estavam sozinhos. O amor de Deus os sustentava, e essa mesma convicção deve sustentar também a nós, hoje.

A Carta de São Paulo aos Romanos expõe a mensagem da Salvação através de Cristo Jesus, destacando a gratuidade da graça e a importância da fé em oposição à lei. O objetivo da Carta é apresentar um quadro completo do Plano de Deus para a salvação da humanidade, mostrando que a justiça divina é conhecida por meio de Cristo e endereçada a todos os que creem.

A Carta endereçada à comunidade de Roma apresenta uma estrutura lógica e coesa, que vai do problema do pecado à solução de Deus em Cristo. Mas, para facilitar a nossa compreensão, podemos dividir o texto em alguns blocos temáticos: 1º – A Doutrina do Evangelho: Do Pecado à Salvação: Romanos 1-4, o apóstolo estabelece a universalidade do pecado. 2º – Nova Vida em Cristo: Santificação e Libertação: em Romanos 5-8, ele discute os frutos da justificação, como a paz com Deus e a esperança. 3º – O Mistério da Salvação de Israel: nos capítulos 9 a 11, Paulo aborda uma das questões mais delicadas da sua teologia: o papel de Israel no Plano de Salvação. Ele manifesta sua tristeza pela rejeição de muitos judeus a Jesus. Porém, ele assegura que a promessa de Deus não falhou. 4º – O Culto Racional e a Vida Prática: A partir do capítulo 12, a Carta se torna mais prática. Paulo exorta os cristãos a oferecerem seus corpos como um sacrifício vivo. O amor é, portanto, o cumprimento de toda a Lei.

A Carta aos Romanos termina com uma série de saudações pessoais e um solene louvor a Deus. Ao longo de seus 16 capítulos, Paulo revela o Plano de Salvação de Deus de uma maneira profunda e abrangente.

Finalmente, a Carta nos mostra que o Evangelho é o poder de Deus para salvar. A resposta que o apóstolo espera de nós é a obediência da fé. Desta forma, a leitura e a meditação desta carta é um convite para um encontro mais íntimo com a Palavra de Deus.

Sobre a Palavra de Deus, assim nos ensina o Frei Carlos Mester: “Se você quiser conhecer a Deus, olhe para Jesus. Se quiser saber como usar a Palavra de Deus na pastoral, olhe para o jeito de Jesus usar e interpretar a Palavra do Pai. Se quiser saber como fazer pastoral, olhe para Jesus, o Bom Pastor”.

Sobre o colunista

Padre Hideraldo Verissimo Vieira é pároco na Paróquia São João Batista – João XXIII, em Itabira, e licenciado em Filosofia pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com especialização em Ensino Religioso pela PUC Minas.

O conteúdo expresso é de total responsabilidade do colunista e não representa a opinião da DeFato.

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