Bioquerosene é a nova fronteira do desenvolvimento sustentável em Minas Gerais

Projeto prevê tornar o Aeroporto Internacional Tancredo Neves no primeiro terminal aéreo verde do Brasil

Bioquerosene é a nova fronteira do desenvolvimento sustentável em Minas Gerais
Ao perceber o movimento mundial das companhias aéreas, que estabeleceram metas ambiciosas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa – entre elas atingir crescimento neutro em carbono até 2020 –, Minas dá os primeiros passos para criar uma cadeia produtiva de bioquerosene para aviação. A alternativa energética, apontada pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) como a principal solução para mitigar as emissões, ganha impulso no estado com a inauguração, neste mês, do primeiro Aeroporto Industrial do país e a assinatura do acordo entre o Governo de Minas e instituições para o desenvolvimento e consolidação da Cadeia Produtiva de Bioquerosene para a Aviação no Estado.
 
Localizado no sítio do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), o Aeroporto Industrial é um recinto alfandegário credenciado para a realização de atividades de industrialização, abrigando empresas não poluentes, voltadas principalmente para a exportação via aérea. Foram investidos R$ 17 milhões por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), para a construção e implementação da infraestrutura do espaço.
 
Segundo a IATA, no mundo, a demanda potencial para o uso de bioquerosene é de cerca de 140 bilhões de litros por ano. De acordo com o memorando de entendimento assinado pelo governador Antonio Anastasia, o objetivo do Estado é transformar Minas na primeira plataforma integrada de produção de bioquerosene do país. A ideia é incentivar toda a cadeia de pesquisa, produção, logística e consumo para combater as alterações climáticas, diversificar a economia mineira e favorecer o desenvolvimento da aerotrópole de Belo Horizonte e a expansão brasileira e mundial da indústria da aviação.
 
“Certamente, essa será a nova fronteira do desenvolvimento sustentável com reflexos positivos no campo, abrindo novas oportunidades de pesquisa, além de transformar o Aeroporto Internacional Tancredo Neves no primeiro terminal aéreo verde do Brasil”, esclarece o subsecretário de Investimentos Estratégicos, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sede), Luiz Antônio Athayde Vasconcelos.