Bolsonaro reclama de barulho do ar condicionado e pede providências
A defesa afirma que a situação compromete também a saúde mental do ex-presidente
O ex-presidente Jair Bolsonaro reclamou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) providências quanto ao barulho produzido pelo ar condicionado no local de sua prisão, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
O pedido foi apresentado pela sua defesa na sexta-feira (2/1), que afirmou a constância do ruído por 24 horas, o que tem comprometido o repouso do ex-presidente, além de afetar a sua saúde.
“O ruído persiste sem interrupção, durante as 24 (vinte e quatro) horas do dia, gerando ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário à manutenção das condições físicas e psicológicas do custodiado, configurando situação que ultrapassa o mero desconforto e passa a caracterizar perturbação contínua à saúde e integridade do preso”.
A defesa afirma que a situação compromete também a saúde mental do ex-presidente e que o incômodo já é do conhecimento inclusive dos próprios agentes responsáveis pela custódia.
“Requer sejam oficiadas as autoridades responsáveis pela custódia para que adotem, com brevidade, as providências técnicas necessárias à correção do problema descrito, seja mediante adequação do equipamento, isolamento acústico, mudança de layout ou outra solução equivalente, garantindo-se ao custodiado condições adequadas de repouso e permanência no local”.
O ministro Alexandre de Moraes, relator das ações penais que envolvem Bolsonaro, ainda não analisou a questão.
Bolsonaro retornou ao seu recolhimento na quinta-feira (1/1) após alta no hospital DF Star, na véspera de Natal, depois de passar por quatro procedimentos médicos, sendo três cirurgias.
Antes da alta hospitalar, a defesa de Bolsonaro protocolou mais um pedido de prisão domiciliar do seu cliente, novamente negado por Moraes, alegando o histórico do ex-presidente ao tentar romper a tornozeleira eletrônica e a ausência de justificativa plausível pelo ato.




