Bombeiros de Minas encerram missão na Venezuela após resgatar 23 vítimas em área devastada por terremoto

Grupo com 31 militares do CBMMG integra força-tarefa brasileira que atuou durante 14 dias em operações de busca e salvamento após a sequência de terremotos que deixou milhares de mortos no país

Bombeiros de Minas encerram missão na Venezuela após resgatar 23 vítimas em área devastada por terremoto
Foto: Divulgação/CBMMG

Os 31 militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) que integraram a força-tarefa brasileira de ajuda humanitária na Venezuela concluíram a missão de busca e resgate e iniciaram o retorno ao Brasil nesta sexta-feira (10). Ao longo de 14 dias de operação, a equipe brasileira participou de 90 intervenções e localizou e retirou 23 vítimas dos escombros nas áreas atingidas pelos terremotos.

Os bombeiros embarcaram em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía. A previsão era de desembarque em Brasília no fim da tarde, seguido de conexão para São Paulo. A equipe mineira ainda faria um novo deslocamento em aeronave da FAB até o Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte.

A missão brasileira foi formada por 71 bombeiros especializados em desastres naturais, vindos de Minas Gerais, São Paulo e Paraná. As equipes concentraram os trabalhos nas localidades de Caraballeda e Punta Caraballeda, próximas à cidade de La Guaira, uma das regiões mais afetadas pela sequência de terremotos que atingiu a Venezuela e provocou mais de 3.800 mortes, segundo o balanço informado pelas autoridades envolvidas na operação.

Os militares mineiros foram enviados em dois grupos. A primeira equipe, com 13 bombeiros, embarcou em 26 de junho. Dois dias depois, outros 18 integrantes reforçaram a missão. O efetivo do CBMMG também contou com os cães de busca Logan e Áquila, empregados nas varreduras em áreas de estruturas colapsadas.

Durante os trabalhos, as equipes utilizaram detectores de vida, detectores sísmicos, equipamentos de escuta técnica e cães farejadores para localizar vítimas. Antes de qualquer tentativa de resgate, os bombeiros precisavam avaliar a estabilidade das edificações e identificar riscos de novos desabamentos para garantir a segurança dos profissionais envolvidos na operação.

Além dos equipamentos de localização, a força-tarefa levou ferramentas de corte, materiais para escoramento, sistemas de elevação de carga, equipamentos de iluminação, kits de atendimento pré-hospitalar e estrutura logística para atuação em cenários de desastre.

Com o encerramento das buscas, motivado pela redução das chances de localização de sobreviventes, a missão brasileira foi desmobilizada.