BR-381: Duplicação entre Sabará e BH depende de projeto e reassentamento de famílias

Trecho de 13,4 quilômetros entre Ravena e Belo Horizonte já foi licitado com investimento de R$525 milhões, mas início da duplicação aguarda avanço no processo de remoção de famílias

BR-381: Duplicação entre Sabará e BH depende de projeto e reassentamento de famílias
Foto: Reprodução/Luiz Siqueira/MT

Enquanto o lote 8A da BR-381 teve o início das obras autorizado para abril, o lote 8B, no trecho entre Sabará e Belo Horizonte, ainda não tem liberação para sair do papel. Embora já tenha sido licitado e contratado, o segmento segue na fase de elaboração de projeto e também depende do andamento do processo de reassentamento de famílias que vivem às margens da rodovia.

De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o lote 8B compreende o trecho entre o km 440,4 e o km 453,8, totalizando 13,4 quilômetros. A previsão é de duplicação integral da pista, com investimento estimado em R$525 milhões e prazo de conclusão previsto para 2028.

Segundo o governo federal, a ordem de início desse lote foi dada em junho de 2025, dentro do Regime Diferenciado de Contratação Integrada. Apesar disso, a ordem de serviço para o começo das obras ainda depende da conclusão do projeto executivo. Só depois dessa etapa será autorizada a execução no trecho.

Além da pendência técnica, o lote 8B também está ligado ao processo de desapropriação e reassentamento de famílias na faixa da rodovia. Informações divulgadas pelo Ministério dos Transportes indicam que o avanço da obra depende da formalização de um acordo para a desocupação dessas áreas, medida tratada como necessária para liberar as intervenções.

O trecho é um dos mais carregados da BR-381 na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Conforme o DNIT, a média diária de tráfego chega a cerca de 100 mil veículos, volume superior ao registrado no lote 8A, entre Caeté e Ravena.

Para esse segmento, estão previstas obras de terraplenagem, pavimentação, drenagem e sinalização, além da construção de cinco viadutos, seis passarelas, uma ponte e cinco passagens inferiores. A expectativa é ampliar a capacidade da via e reduzir os gargalos em um dos acessos mais pressionados da entrada de Belo Horizonte.