Buracos na rodovia Itabira a Nova Era não são apenas por tráfego intenso

Rodovia Itabira a Nova Era: muitos buracos

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Aberta ao tráfego há menos de um ano, a rodovia Itabira a Nova Era mostra-se esburacada na metade de sua extensão. As crateras se expandem na área do segundo lote de obras, ou seja, da saída de Nova Era a um percurso de 15 quilômetros em direção a Itabira. Intenso tráfego de caminhões, que tentam se livrar do perigo e congestionamento de parte da BR 381, pode ser uma das causas. Chuvas também favorecem a situação. Resta outra constatação: o velho trecho, asfaltamento executado entre 2005 a 2006, está intato.
 
Pela segunda vez DeFato fez “perícia” na rodovia. Na primeira, há cerca de um mês, os buracos se estendiam em 12 quilômetros na chamada MGC 120. Nesta segunda-feira, 22 de dezembro, foi registrado que mais três quilômetros se esburacaram. Em ambas as ocasiões do trabalho da reportagem, percebeu-se a intensa movimentação do tráfego, principalmente de carretas e caminhões pesados.
 
O fluxo de veículos medido pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), em agosto, era de 2.250/dia. Há quem acredite que continua aumentando. Já se sabe que a nova rodovia não suportará esse crescimento, mas nada se pode fazer. A única esperança seria a duplicação da BR 381, que continua em processo de banho-maria nas conversações. O superintendente em Minas Gerais do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), Fernando Guimarães Rodrigues, a principal fonte que abastecia a imprensa de informações, inclusive DeFato, se demitiu, sob acusações da prática de irregularidades.
 
O coordenador da 12ª Regional do DER de Itabira, engenheiro Álvaro Eduardo Goulart, afirmou que estão em estudos as causas que determinarão a recuperação dos 15 quilômetros danificados. Enquanto isso, o que resta de recursos é recomendar muita cautela aos motoristas. Com buracos nas pistas, muitos caminhões em trânsito, o risco de acidentes é cada vez maior.