Café Fake: Operação apreende mais de 82 toneladas de café com indícios de irregularidades
Fiscalização encontrou sinais em cafés torrados e matérias-primas usadas para baratear produtos vendidos como café
Uma operação apreendeu mais de 82 toneladas de produtos durante ações contra a distribuição e a comercialização de café com indícios de irregularidades. A fiscalização ocorreu entre os dias 25 e 28 de maio em Minas Gerais e outros estados.
Ao todo, foram realizadas 84 fiscalizações, 19 estabelecimentos foram interditados, o que representa 22,6% dos locais inspecionados. As equipes apreenderam 5.944 quilos de café torrado e moído e 76.070 quilos de matéria-prima usada na produção do produto.
O foco da operação foi identificar cafés torrados que não seguem o padrão oficial de classificação do produto. A norma federal define requisitos de identidade e qualidade, amostragem, forma de apresentação e regras de marcação e rotulagem.
Entre as suspeitas apuradas está a adição de materiais estranhos ao café, como cascas, paus, resíduos ou outras matérias-primas usadas para reduzir o custo da produção. Esse tipo de prática pode fazer com que o consumidor pague por um alimento diferente daquele informado na embalagem.
Além do prejuízo ao consumidor, a adulteração também afeta empresas que atuam dentro das regras do setor, já que produtos irregulares podem ser vendidos com preço artificialmente menor.
Matérias-primas de baixa qualidade e elementos estranhos podem estar associados à presença de impurezas, resíduos e contaminantes, além de favorecer a proliferação de microrganismos quando há falhas na produção, no armazenamento ou no processamento, representando risco à saúde pública.
Em Minas, fiscais atuaram em Ervália e Viçosa, na Zona da Mata. Também houve fiscalizações no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Espírito Santo e no Distrito Federal. As medidas administrativas foram aplicadas de acordo com as irregularidades encontradas em cada estabelecimento.
A ação teve participação do Ministério da Agricultura e Pecuária, da Secretaria Nacional do Consumidor, do Procon-MPMG e de Procons estaduais e municipais.




