Calçadão: assunto repercute na Câmara e proposta é chamada de “maquiagem na Getúlio Vargas”
Vereadores querem diálogo com as entidades representativas do comércio. Acimon informou não estar ciente do projeto do calçadão

A pretensão da Prefeitura de João Monlevade de investir até mais de R$1,7 milhão numa espécie de “calçadão de Copacabana” no centro da cidade, repercutiu na Câmara de Vereadores. O vereador Gentil Bicalho (PT), chamou o apelidado calçadão de “maquiagem” na avenida Getúlio Vargas. Ele fez duras críticas ao Executivo e pediu ainda que a prefeita Simone Carvalho Moreira (PTB), determine a suspensão da licitação.
Conforme já informado pela DeFato, a obra está orçada em R$ 1.757.986,06, com licitação prevista para agosto. “Não se faz uma licitação em agosto, que pode se arrastar para setembro, quando começa o período chuvoso. Todo mundo sabe que não se faz obra em período chuvoso”, disse. Ainda segundo Gentil, é preciso fazer primeiro uma reestruturação das redes pluvial e de esgoto. Isso devido, especialmente, aos problemas enfrentados por Monlevade em tempo chuvoso, como alagamentos na região central. O líder do Governo, Sinval Dias (PSDB), destacou que Gentil não votou na proposta quando colocada em pauta. “Nem votar ele votou”, limitou-se a dizer.
O vereador Thiago Titó (PDT) lembrou que à época da votação do projeto na Câmara de Vereadores, ficou acertado que entidades representativas do comércio seriam ouvidas. Já Pastor Carlinhos (PL) disse que foi feita uma ata da reunião, e que essa deveria ser seguida. “Ainda será feita a licitação, mas é necessário cumprir o acordado aqui em reunião, sobre ouvir as demais entidades. Vamos buscar isso”, enfatizou Thiago Titó.
Em conversa com a reportagem da DeFato, o presidente da Acimon, Cássio Barros, destacou que não houve diálogo nesse sentido junto ao Executivo. “Apenas comentaram em reunião recente sobre a pandemia que Monlevade teria um projeto de revitalização, mas nada foi detalhado. A Prefeitura continua fechada. Haverá redução de vagas de estacionamento, impactos com mobilidade, mas o dito calçadão de Copacabana é novidade pra gente. Nós empreendedores não fomos informados”, destacou Cássio.