Calote da Venezuela em empréstimo do Brasil aumentou US$ 300 milhões no terceiro governo Lula

As dívidas são provenientes de empréstimos concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) durante os governos do PT

Calote da Venezuela em empréstimo do Brasil aumentou   US$ 300 milhões no terceiro governo Lula
A dívida total da Venezuela encontra-se na casa de U$$ 1,54bi- Foto: Bandeira da Venezuela/Redes Sociais

Segundo o colunista Lauro Jardim, de O Globo, a dívida da Venezuela com o Brasil atingiu a cifra de US$ 1,856 bilhão (equivalente a R$ 10 bilhões) no fechamento de 2025, incluindo juros de mora.

Somente no terceiro mandato do petista o valor cresceu US$ 312 milhões. Até o início do terceiro mandato de Lula, a dívida era de US$ 1,54 bilhão.

As dívidas são provenientes de empréstimos concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) durante os governos do PT para financiamento de obras e serviços prestados por empresas brasileiras naquele país, como Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Correa.

Entre os serviços estão a expansão do metrô de Caracas, a construção da Siderúrgica Nacional e do Estaleiro Astialba.

O governo Maduro vinha ignorando as cobranças do Brasil.

O BNDES pagava os recursos em reais diretamente às empreiteiras, e a Venezuela deveria pagar pelas obras em dólar ao banco, em parcelas acrescidas de juros.

Os termos dos empréstimos tinham em sua redação que, caso houvesse inadimplência, os pagamentos seriam garantidos pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE).

Embora o governo Lula tenha reabrido as negociações em 2023, quando da visita de Maduro a Brasília, propondo medidas para a retomada dos pagamentos e facilitar o comércio entre os países, a Venezuela não correspondeu às expectativas de conciliação, segundo documentos do Ministério da Fazenda.

Em fevereiro de 2023, quando da posse de Aloízio Mercadante na presidência do BNDES, o presidente Lula culpou o ex-presidente Jair Bolsonaro pela falta de solução no impasse, afirmando que Cuba e Venezuela deixaram de ser cobrados no período.

“Tenho certeza que no nosso governo esses países vão pagar, porque são todos amigos do Brasil”, disse na ocasião.

*Fonte: O Antagonista