Câmara aprova e Prefeitura de Monlevade terá crédito adicional de R$2,1 milhões
O projeto foi votado em turno único com caráter de urgência
A reunião ordinária pós-feriado na Câmara dos Vereadores de Monlevade teve clima ameno após votação final do projeto de subsídio mensal à Enscon realizado na última sexta-feira (3). Tendo em vista essa aprovação, que será destinado mensalmente o valor de R$350 mil ao transporte coletivo, foi enviado um pedido de abertura do crédito adicional especial no valor de R$2,1 milhões. A matéria tem o objetivo de incluir os valores do subsídio na Lei Orçamentária Municipal.
O projeto foi aprovado em turno único e redação final por 8 votos favoráveis contra 6 opositores.
Votos
Os favoráveis ao projeto foram: Belmar Diniz (PT); Pastor Lieberth (DEM); Fernando Linhares (DEM); Vanderlei Miranda (PL); Doró da Saúde (PSD); Rael Alves (PSDB); Gustavo Prandini (PTB) e Leles Pontes (Republicanos).
Os votos contrários foram dos vereadores Thiago Titó (PDT); Revetrie Teixeira (MDB); Tonhão (Cidadania); Percival Machado (PDT) e Marcos Dornelas (PDT) e Bruno Braga (Avante).
Declarações
Para que o subsídio seja passado à Enscon, é necessário um remanejamento de gastos das outras secretarias. O líder do governo, Belmar Diniz (PT), utilizou a tribuna e explicou que é o crédito especial não irá interferir nos trabalhos da Secretaria de Serviços Urbanos do Município.
“As dúvidas têm que ser sanadas sempre. Primeiramente é necessário falarmos que previsão não é liquidado. Ou seja, algum orçamento previsto que ainda não foi quitado é apenas orçamento. Não vai impactar nos Serviços Urbanos, eu tenho plena ciência disso. Quero colocar, com muita confiança, que não interferir em nada os serviços em Monlevade. Dou a minha palavra”, finaliza Belmar.
Thiago Titó ressaltou que a opinião de que cada vereador tem a opinião dele e deve ser respeitada acima de tudo.
“O que me deixa preocupado é o valor de R$200 mil da Secretaria de Serviços Urbanos sendo deslocados para repassar à Enscon. Mas se formos olhar o que a cidade já passou no fim de 2020 com enchentes, desabamentos, pessoas perdendo as coisas, então não tem sentido. Ainda mais que estamos em setembro, um mês de caráter chuvoso”, finaliza Titó.
Já Marcos Dornelas (PDT) disse que se o gasto estava previsto para aquela secretaria é porque, em tese, a quantia seria utilizada pela pasta. “Essa secretaria é de suma importância, não dá para tirar R$200 mil dela. O projeto é de muito celeridade, assim como foi o da Enscon. Estamos tendo que votar tudo muito rapidamente“, enfatiza Dornelas.
Relembre o caso
Serão repassados R$350 mil mensais à Enscon, concessionária que presta o serviço de transporte público local. O prazo inicial para o subsídio é de seis meses, mas pode ser prorrogado posteriormente. Para isso, o projeto teria que passar novamente pelas mãos dos vereadores.




