Câmara debate segurança em escolas após ameaça de terrorismo

Dorinha Machado (PMDB) solicitou à Comissão de Educação da Casa Legislativa que apure os acontecimentos para buscar soluções e impedir que a ameaça volte a sondar os cidadãos

Câmara debate segurança em escolas após ameaça de terrorismo

A sessão ordinária da Câmara Municipal de João Monlevade, ocorrida excepcionalmente nessa quinta-feira, dia 13, devido ao feriado de 12 de outubro, teve como principal debate a questão da segurança nas escolas.

Os vereadores mostraram preocupação com o episódio ocorrido nesse fim de semana no Centro Educacional de João Monlevade, quando um adolescente de 16 anos ameaçou atentar contra a vida dos alunos. Felizmente, a cena vivenciada pelos cariocas em abril deste ano, e que ficou conhecida em todo país como o “Massacre de Realengo”, não se repetiu. Entretanto, deixou um alerta para todos: o terrorismo vem de onde menos se espera.

De acordo com a vereadora Dorinha Machado (PMDB), é necessário que a Comissão de Educação apure os acontecimentos para buscar soluções e impedir que a ameaça volte a sondar os cidadãos. “A gente via esse problema só no exterior, mas já está chegando a Monlevade”, disse. O vereador Zezinho Despachante (PP) concordou com ela e afirmou que as escolas públicas devem ter mais segurança. “De repente poderíamos instalar dispositivos que garantam a segurança. Nós temos que nos mobilizar para que os pais fiquem tranquilos quando seus filhos entrarem na escola”.

Para o vereador Belmar Diniz (PT), que já promoveu neste ano uma audiência pública tratando da questão da mesma questão, a solução seria a utilização de detectores de metal, além da instalação da catraca com exigência de crachá de identificação na área interna das escolas. Segundo ele, a Prefeitura não deve pensar nos valores que serão investidos e sim na segurança dos alunos. “O engraçado é que agora está todo mundo preocupado, mas quando houve a audiência pública, pouca gente apareceu para debater o assunto”, criticou Belmar, que informou que a direção do Centro Educacional já está com um vigia trabalhando no período de 7h às 19h. A próxima audiência para discutir a segurança nas escolas deve ocorrer no início de novembro.

Imprensa

A vereadora Dulcinéia Caldeira (PT) pediu cautela aos profissionais da imprensa monlevadense ao divulgarem as informações que tratam da segurança dos cidadãos. Segundo ela, os pais dos alunos ficaram muito agitados após saberem pelos veículos de comunicação do perigo que sondava a escola. “Eles foram para a porta da escola e a imprensa tem que ter preocupação de informar sem alarmar. Tivemos dificuldades de para acalmar todos”, explicou. Em sua opinião, o episódio mostrou que é necessário obter mais apoio da Polícia Militar e preparar os profissionais da educação para lidar com o problema.