Enquanto profissionais da ciência de várias localidades do mundo lutam em busca da vacina contra a Covid-19, criminosos se aproveitam da pandemia para ” passar a perna” nas pessoas. No Rio de Janeiro, por exemplo, há um imunizante sendo sendo vendido de forma ilegal por R$50. Não bastasse isso, aqueles que quiserem receber a aplicação na hora, devem pagar mais R$ 10.
A venda, além de se tratar de um crime hediondo, pode acarretar sérios danos à saúde das pessoas. Principalmente por ser uma substância de origem duvidosa, conforme profissionais da área. Segundo presidente da Sociedade Mineira de Infectologia (SIM) e integrante do Comitê de Combate à Covid em Belo Horizonte, Estevão Urbano, o individuo que se submete a vacina falsa, está sujeito a reações alérgicas, infecções e outros problemas.
“Não se sabe o que foi manipulado no produto e qual substância está sendo aplicada na pessoa. É preciso ter aval da Anvisa para atestar a eficácia de vacinas e remédios. E, até o momento, nada foi aprovado no país”, disse.
Ousadia
Mas os camelôs foram ousados e detalhistas, a embalagem da vacina falsificada imita a da Coronavac, a vacina chinesa produzida em parceria com o Instituto Butantan, de forma bastante fiel. Mas é importante lembrar que a vacina oficial “plagiada” só começará a ser distribuída para a população de São Paulo no dia 25 de janeiro, Além disso, quando a vacina finalmente puder ser ofertada, será de forma gratuita.
Crime
Falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado para fins medicinais é crime hediondo e passível de reclusão de até 15 anos.




