A Justiça do Trabalho manteve a justa causa aplicada a um motorista que postou um vídeo no TikTok que mostrava um caminhão da empresa fazendo manobras indevidas e o caminhoneiro dirigindo sem as mãos. A sentença havia sido definida em fevereiro, pela 6ª Vara do Trabalho de Betim, e foi mantida neste mês pela Quarta Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG).
À Justiça, o trabalhador alegou que apenas postou as imagens e que não era ele quem fazia o “zigue-zague” na estrada. Mas as empresas de transporte e combustível, donas do caminhão, garantiram que o próprio motorista era o autor das manobras. Gravações de áudio anexadas ao processo mostraram uma conversa em que ele não nega estar no volante, apenas diz que não imaginava que o vídeo “pegaria tanta repercussão” e que iria apagá-lo.
Para a desembargadora Rosemary de Oliveira Pires Afonso, relatora do caso, a prova é clara: o vídeo exibindo direção perigosa e sem mãos, aliado às conversas apresentadas, confirma que o caminhoneiro assumiu um comportamento gravíssimo. Segundo ela, a atitude colocou vidas em risco e manchou a imagem da empresa, o que já é motivo suficiente para justa causa.
De acordo com o TRT-MG, o motorista não demonstrou indignação nem arrependimento ao ser demitido. “Ele recebeu a notícia da dispensa sem apresentar reação de indignação, contrariedade ou arrependimento, sendo equivocado entender que punição mais branda teria efeito pedagógico”.
Com a decisão, fica mantida a demissão por justa causa, sem direito a indenização ou reversão. O processo agora segue para o Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas a Justiça de Minas entende que a dispensa foi totalmente válida.

