Caminhoneiros fecham a BR-381 em vários trechos
Caminhoneiros fecham rodovias de Minas Gerais nesta segunda-feira, 1º de julho, em protestos. Desde 3h, os trabalhadores aderiram à paralisação marcada para acontecer em todo o país até quinta-feira. Na BR-381, em João Monlevade, os motoristas estacionaram veículos na estrada perto do posto Graal, no km 359. Também há manifestação de em Antônio Dias (km […]
Caminhoneiros fecham rodovias de Minas Gerais nesta segunda-feira, 1º de julho, em protestos. Desde 3h, os trabalhadores aderiram à paralisação marcada para acontecer em todo o país até quinta-feira. Na BR-381, em João Monlevade, os motoristas estacionaram veículos na estrada perto do posto Graal, no km 359. Também há manifestação de em Antônio Dias (km 29) e em Jaguaraçu, no Vale do Aço, altura do km 295. Os manifestantes também chegaram a interromper o trânsito no km 365, em São Gonçalo do Rio Abaixo, mas a situação já foi normalizada, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Na BR-381 (Fernão Dias), em Igarapé, na Grande BH, os veículos de carga estão parados no km 512 nos dois sentidos causando uma retenção de mais de cinco quilômetros. As manifestações restringem o tráfego na faixa 2 da rodovia e os veículos seguem pela faixa 1. Em alguns momentos os manifestantes permitem que os carros passem nas rodovias, mas caminhões e carretas ficam parados. Na pista Sul (sentido São Paulo) há retenção do km 509,5 ao km 512, entre as regiões de São Joaquim de Bicas e Igarapé. Já no sentido Norte (Belo Horizonte), há lentidão do km 520 ao km 512, na região de Igarapé. Ainda neste sentido, há retenção do km 590 ao km 589, na região de Carmópolis de Minas, também devido a manifestações.
De acordo com os organizadores, o movimento é pacífico e visa cobrar do governo soluções de problemas e melhorias para o setor, entre elas a aprovação imediata de projeto de lei que aprimora a Lei 12.619/12 (Lei do Motorista), em discussão no Congresso, a redução de tributos no óleo diesel e do valor do pedágio para os veículos de carga.
A paralisação é liderada pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), que usou a internet para mobilizar a categoria. A intenção, segundo a entidade, é que os caminhoneiros parem de rodar e fiquem em casa nesses três dias, evitando piquetes e bloqueio de estradas, como ocorreu em outras manifestações.
A Lei 12.619/12, promulgada em abril de 2012, estabelece uma série de regras para os motoristas profissionais de carga e passageiros, como limite de oito horas de jornada, descanso entre jornadas de 11 horas e intervalo na direção de meia hora a cada quatro horas de direção seguidas, além do controle obrigatório de jornada. A proposta de aprimoramento que está sendo discutida no Congresso pela Comissão Especial Parlamentar do Motorista mantém o limite da jornada de oito horas, mas prevê o descanso de meia hora para cada cinco horas e meia rodadas. A proposta será votada na comissão especial amanhã.