Campanha de doação de sangue coleta 125 bolsas de sangue em Monlevade

Campanha arrecadou 125 bolsas de sangue em Monlevade

Campanha de doação de sangue coleta 125 bolsas de sangue em Monlevade

Monlevade recebeu na semana passada voluntários para fazerem doação de sangue. A coleta faz parte do projeto “Doadores de Vida”, do programa Pró-Voluntário da ArcelorMittal e foi realizada no prédio do Centro de Cultura e Memória (antigo Cassino) por uma equipe da Fundação Hemominas. Foram cadastradas 153 pessoas e coletadas 125 bolsas de sangue. A coleta, acondicionamento e transporte do sangue ficaram a cargo de 20 profissionais do Hemominas entre médicos, enfermeiras e pessoal de apoio.

Cada bolsa coletada pode ajudar até quatro pacientes. Clarisse Dias, enfermeira responsável pela equipe, informou que o sangue doado em Monlevade ajuda o hemocentro de Belo Horizonte atender a capital e as regiões do Vale do Aço e do Alto Paraopeba. Segundo ela, o sangue coletado é centrifugado e fracionado em quatro hemocomponentes: concentrados de hemácias e de plasma, plaquetas e crioprecipitado. “As coletas feitas em Monlevade são muito boas, as pessoas daqui são muito envolvidas com o projeto e sempre comparecem. Sem essa participação e sem as parcerias com as empresas, como a ArcelorMittal, seria inviável manter o estoque a níveis razoáveis”, conclui a coordenadora.

Disposição para ajudar

A satisfação não é apenas dos profissionais do Hemominas. Os doadores voluntários demonstam paciência e bom humor durante todo o processo (cadastro, triagem médica, lanches e coleta). É o caso de Sebastião Maria Leite, 59 anos, que veio de Conceição de Rio Piracicaba (Jorge) para doar. Casado e com três filhos, ele trabalha na localidade de Sítio Largo, fazendo acabamento de peças soldadas para montagem industrial. Ficou mais de vinte anos sem doar sangue, mas há quatro anos foi convidado por um amigo a vir à Monlevade participar do projeto e, desde então, não parou mais. “Sinto uma felicidade grande, pois só tem coisa boa quando venho aqui doar. Aumenta o meu sangue depois e ainda fico sabendo como está a qualidade dele. E o mais importante é que ajudo salvar a vida de outras pessoas”.

Sonho de criança

A ansiedade de Samanta Cristina Taveira, 25 anos, já podia ser percebida na fila do cadastro. Acompanhada da mãe, Maria Aparecida, e da irmã Fernanda, também doadora, a funcionária pública fez no dia 30 a sua primeira doação. Após passar pela triagem médica e deitar-se na maca de coleta, nem a pequena agulhada tirou o sorriso da moça. Para explicar a felicidade de Samanta, Maria Aparecida revelou que, desde criança, a filha tinha vontade de doar sangue e que hoje, finalmente, ela estava realizando um sonho. Sem tirar os olhos das duas moças ainda sentadas nas cadeiras de doação, Maria Aparecida disse, emocionada, “Hoje é um dia especial. Eu estou muito feliz e orgulhosa das minhas filhas”.

Comemoração como na hora do gol

A vibração e alegria de Célio Ambrósio Fonseca, 50 anos, eram expressas por sua constante movimentação na recepção. Junto com Patrícia Aristeu Rocha, ele é um dos coordenadores do projeto dentro da ArcelorMittal Monlevade e sempre chega cedo. Foi a terceira pessoa a fazer doação. Após isso, revezava-se entre cumprimentar e agradecer os amigos que atenderam ao seu convite e em ligar para incentivar novos doadores. Com a sala cheia de voluntários, que garantiram o sucesso do projeto, a sua ansiedade transformava-se em intensa alegria. “Como voluntário, a minha satisfação é muito grande. Nos dias que antecedem, eu rezo muito para que Deus me mantenha saudável para que eu possa doar e ajudar os voluntários durante o dia. Quando termino de doar, eu vibro como um jogador que faz um gol num jogo importante”, afirma. Sobre a responsabilidade de planejar e de receber doadores e a equipe do Hemominas, o empregado da ArcelorMittal diz: “É muito grande a satisfação de receber os doadores e de, junto com os colegas, conseguir colaborar com outras pessoas. Percebo que todos que estiveram aqui doando, saíram sorrindo e brincando, satisfeitos, como nós, por ter ajudado alguém. Isso dá uma satisfação de dever cumprido e, por isso, ao final dia, saio comemorando. E no dia oito de novembro faremos tudo novamente”.