O Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu), em Itabira desde 2003, vai receber mais uma ambulância para atender a população. O veículo já foi adquirido e está em Tatuí (SP) à disposição de Itabira, segundo o secretário de Saúde, Alcides Escolástico Gonçalves. “Conseguimos a ambulância junto ao Ministério da Saúde para melhorar o atendimento em nosso município”, afirmou o secretário.
O veículo novo, que vem equipado para atendimento básico, vai substituir uma ambulância mais velha, que ficará reservada para casos excepcionais. Será feito o mesmo que ocorreu em agosto do ano passado, quando o Samu recebeu duas ambulâncias novas para substituir as que estavam desgastadas pelo uso.
Sob coordenação do médico Júlio Lage, o Samu de Itabira trabalha atualmente com três equipes 24 horas. São duas unidades básicas e uma avançada, que atendem cerca de 550 ocorrências por mês.
Segundo Júlio Lage, a ambulância de suporte avançado é destinada ao atendimento e transporte de pacientes de alto risco, em emergências pré-hospitalares ou ao transporte inter-hospitalar, que necessita de cuidados médicos intensivos. Além dos equipamentos básicos, ela conta com desfibrilador cardíaco, respirador e oxímetro de pulso, que garantem a realização de procedimentos e restabelecimento, estabilização e manutenção das funções vitais dos pacientes.
Já a de suporte básico é utilizada na remoção simples de pacientes e possui equipamentos que permitem pequenas intervenções clínicas a pacientes que não apresentam risco de morte.
Centro de regulação
O Samu é nacional, mas o Estado é responsável pelo gerenciamento do serviço. Desde 2009, Itabira trava uma disputa com a secretaria de Estado da Saúde que quer transferir o Centro de Regulação do Samu para a capital – unificando, assim, o atendimento. Segundo Alcides, se dependesse do Estado, essa transferência já teria sido feita, mas a interferência municipal impediu. “Este ano asseguramos que o Centro de Regulação não sai de Itabira”, disse.
Se o atendimento for centralizado, ao pedir socorro através do 192, a ligação cairá na capital. O receio das autoridades itabiranas é quanto à eficiência deste atendimento – mesmo que as ambulâncias continuem na cidade. “Estão querendo comparar Minas Gerais com Paris. Defendemos a descentralização”, diz o secretário Alcides.