Com índice de infestação de 4,4%, Itabira corre risco de surto
Itabira corre risco de ter um surto de dengue neste início de ano. Isso é o que revela o resultado do primeiro Levantamento do Índice Rápido do Aedes Aegypti (Liraa) de 2013. O índice geral de infestação da cidade ficou em 4,4%, enquanto o tolerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de até 1%. […]

Itabira corre risco de ter um surto de dengue neste início de ano. Isso é o que revela o resultado do primeiro Levantamento do Índice Rápido do Aedes Aegypti (Liraa) de 2013. O índice geral de infestação da cidade ficou em 4,4%, enquanto o tolerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de até 1%. O Liraa é o mecanismo que mede a presença de focos do mosquito no município.
Segundo o levantamento, a situação é grave em todos os bairros pesquisados, nos quais a pesquisa aponta infestação superior a 1%, mas a situação mais alarmante é no bairro São Bento, onde o Liraa apontou um índice de infestação de 35%. Também estão em situação de risco de surto os bairros Vila Técnica Conceição (25%), Abóboras (22,22%), Ribeira de Cima (21,42%), São Marcos (20%), Vila Salica (13,33%), Cônego Guilhermino (10,20%), Nossa Senhora das Oliveiras (9,52%), Areão e Santa Marta (8%), Jardim Gabiroba (7,32%), Amazonas (7,14%), Área Verde (6,89%), Caminho Novo (6,25%), Gabiroba (5,06%), Clóvis Alvim I (4,76%), área próxima à estação rodoviária e bairro Major Lage (4,76%), Bela Vista (4,65%), Machado (4,54%), Juca Rosa e Pedreira (4%). Os bairros 14 de Fevereiro (3,44%), João XXIII (3,22%), Campestre (2,85%), Fênix (2,04%) e Pará (1,63%), estão em situação de alerta.
O Liraa também apontou que os focos domiciliares foram os maiores responsáveis para o aumento do índice de infestação geral do município. A investigação em depósitos móveis (vasos e pratos frascos com plantas e bebedouros de animais) apontou que o número de focos nestes locais é alarmante e que aumentou 62,35% em comparação com os resultados do Liraa do ano passado. Em janeiro de 2012, de acordo com o Liraa, a frequência percentual de criadouros em depósitos móveis localizados no interior das residências, era de 22,2%. Em 2013, este índice saltou para 35,6%. O percentual de criadouros encontrados em pneus também aumentou: passou de 8,1% para 10,9%, um aumento de 35%.
Para o secretário municipal de Saúde, Reynaldo Damasceno Gonçalves, a situação é preocupante e exige ações imediatas. “Para evitar que Itabira passe por uma situação epidêmica, Damon [o prefeito Damon Lázaro de Sena] determinou que traçássemos uma série de medidas que já estão sendo executadas e outras que estão com data marcada para acontecerem nos próximos dias. No nosso planejamento, vamos trabalhar não só com a questão corretiva, mas também a preventiva, conscientizando e orientando as pessoas para fazer a parte delas e evitar uma situação ainda mais grave”, salientou o secretário.





