Município vai tentar acordo com médicos para reduzir desperdício de remédios

Secretário Reynaldo Damasceno falou durante reunião na Câmara de Vereadores

Município vai tentar acordo com médicos para reduzir desperdício de remédios

O secretário municipal de Saúde, Reynaldo Damasceno, participou da reunião de comissões da Câmara de Vereadores de Itabira nessa quarta-feira, 20 de novembro, e falou da situação da distribuição de remédios nas farmácias mantidas pela prefeitura. De acordo com ele, Poder Executivo vai fazer um trabalho de conscientização junto aos médicos da cidade para que os profissionais prefiram indicar aos pacientes os medicamentos que estejam na listagem da rede pública municipal.

Reynaldo falou sobre as técnicas que a prefeitura precisa adotar para manter as farmácias abastecidas sem que haja desperdício por vencimento de validade. A ideia dele é que seja estipulado um prazo administrativo para a indicação do modelo de medicamento que esteja na listagem do município e só depois desse tempo os médicos possam receitar novos modelos da mesma droga.  

“A gente compra um medicamento e daqui a pouco surge um modelo novo e os médicos passam a receitá-lo. Daí sobra o que já tem no estoque e isso gera um custo muito alto. O medicamento antigo não deixou de ter a validade. Então, teria que ter um prazo organizativo para o estoque ser consumido e depois a substituição pelo novo, e não ter os dois estoques gerando maior custo, maior estocagem e maior possibilidade de perda desses produtos”, argumentou Reynaldo Damasceno.

Durante a apresentação na Câmara de Vereadores, o secretário citou o exemplo do medicamento ticlopidina, usado para tratamento de trombose arterial. Ele apontou que há 14.270 comprimidos para vencer em 30 de dezembro deste ano e outros 22.230 para perder a validade em 30 de janeiro de 2014. “Na medida em que você prescreve fora da nossa relação, isso nos gera um custo muito alto e um descompasso de abastecimento entre o que a gente já tem e todo fornecimento necessário para essa nova população que vai mudar de medicamento”, comentou.

Em março deste ano, durante entrevista coletiva, o prefeito Damon Lázaro de Sena (PV), no início de seu governo, afirmou que o município teve um prejuízo de R$ 1 milhão com a compra mal calculada de determinados tipos de remédios na gestão passada. Os medicamentos perderam a validade nas prateleiras das farmácias. Neste ano, mais produtos foram jogados fora, também por vencimento.

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, somente no mês de setembro, de 12.895 pessoas atendidas, 4.670 tiveram receitados medicamentos não padronizados pela prefeitura. “Isso muita gente não entende. Diferentemente das farmácias privadas, as farmácias públicas têm todo um processo de gerenciamento e de fluxo para a inclusão de novos itens na lista de medicamento municipal”, argumentou Reynaldo.

Para ajudar nesse trabalho junto aos médicos e também auxiliar em uma readequação das farmácias e do sistema de distribuição, a prefeitura vai contratar uma empresa de consultoria, que é a mesma que presta serviço ao Governo do Estado. Atualmente, o município conta com oito farmácias municipais com entrega de medicamentos: Farmácia Municipal (Centro) e Farmácia de Minas (Fênix) e os PSFs dos bairros Gabiroba de Cima, Pedreira, Chapada e Clóvis Alvim e dos distritos de Nossa Senhora do Carmo e Ipoema. 

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