Banco de leite do HNSD precisa de doações para continuar salvando vidas
Priscilla, o pequeno Davi e o marido Jane Pereira

Davi Pereira Carvalho nasceu na última sexta-feira, 14 de fevereiro, em Itabira, com apenas 2,850 kg. A programadora Priscila Gonçalves Carvalho, mãe da criança, já havia sido informada que ele seria um bebê pequeno. Ela só não contava que após exames o menino apresentasse quadro de hipoglicemia (glicemia baixa), o que deixou a “marinheira de primeira viagem” e o marido Jane Pereira extremamente preocupados. Quando o nível de glicose no sangue fica abaixo do recomendável, o bebê pode ficar apático, mole, com tremores e corre o risco de ter convulsões e até lesões cerebrais.
Em uma visita de rotina aos leitos da maternidade do Hospital Nossa Senhora das Dores, a supervisora do Posto de Coleta de Leite Humano (PCLH), Eva Freitas, tranquilizou a mãe, dizendo que a solução para o problema era muito simples: amamentação adequada. Como Priscilla não conseguia amamentar o bebê, ela ficou no Posto de Coleta para aprender a proceder e ainda receber o líquido doado por voluntárias.
Graças às doações e ao aprendizado, nessa terça-feira, 18, o bebê, já com peso maior e nível de glicose em ascensão, recebeu alta. Aliviada e emocionada, Priscilla declara: “Só de saber que ele está alimentando da forma correta e que meu leite o alimentará é uma satisfação muito grande. Deus colocou as pessoas certas na minha vida”, disse, referindo-se à sua médica, enfermeiros e equipe de coleta de leite do HNSD.
Déficit no Posto de Coleta
A história do pequeno Davi poderia ser diferente se não existisse o posto de coleta de leite. E o setor, para continuar a ajudar mães como Priscila, precisa de contribuições. No começo do ano há menos doações. No momento, há um déficit nos estoques, com aproximadamente 10 litros de leite apenas, sendo que o local tem consumo em torno de dois a três litros diários. Para fazer o leite render, a equipe precisa acrescentar uma mistura. Outro agravante é o fato de que após ser pasteurizado há uma redução na quantidade do produto, por diversos fatores.
A supervisora do PCLH pede que mães em condições de serem voluntárias se disponibilizem a auxiliar outras mulheres que tiveram bebês e precisam do material. Eva ressalta que aquelas que não podem comparecer ao PCLH, podem agendar visitas em casas, pois há um carro disponível nas segundas e sextas-feiras. “As mães que têm condições, que venham doar, pois vai salvar a vida de outros bebês que estão internados. Para a gente é apenas leite, mas para eles é vida”, diz Eva.
Quem tiver interesse em se cadastrar para ser uma doadora, deve entrar em contato com o PCLH, no Hospital Nossa Senhora das Dores, pelo telefone: (31)3839-1425.





