Câmara e Hospital Margarida esclarecem questões da pediatria
Reunião tratou de assuntos relativos à Saúde em João Monlevade

Representantes do Hospital Margarida se reuniram na tarde da última terça-feira, 13, com os vereadores para esclarecer alguns pontos relativos à pediatria. O encontro teve a participação da administradora da casa de saúde, Jussara Ferreira; do assessor financeiro do hospital, Ricardo Torres, e dos vereadores Guilherme Nasser (PSDB), Telles Superação (PSC), Leles Pontes (PRB), Carlos Gomes (PSB). Posteriormente chegaram os vereadores Belmar Diniz (PT) e Thiago Titó (PMDB). Representantes de convênios de saúde, da Secretaria Municipal de Saúde e da Associação Médica também foram convidados, mas não compareceram ou justificaram ausência.
Telles deu início à reunião solicitando aos representantes do hospital explicação sobre a falta de profissionais pediatras. Segundo Jussara, é detectada no mercado a falta de interesse dos médicos em se especializar nesta área. Além disso, de acordo com a administradora, João Monlevade conta com 17 médicos pediatras, sendo que desses, 11 fazem parte do corpo clínico do Margarida.
Outro ponto abordado por Jussara é que o hospital conta agora com médicos generalistas, capacitados para atender mais especialidades, inclusive pediatria. “O hospital continua com o profissional pediatra internamente, atendendo às internações, partos, dentre outros. O generalista foi colocado no pronto socorro para não deixar a população sem atendimento”, destacou. Já Ricardo reforçou que não há qualquer impedimento para este tipo de profissional. “Tanto que o Conselho Regional de Medicina (CRM) não vê qualquer questionamento”, disse.
Auxílio no custeio do Margarida também é abordado
A ajuda de custeio por parte de convênios e municípios vizinhos no que diz respeito aos médicos que atendem no hospital também foi abordada. Ricardo destacou que quando um paciente é atendido com plano de saúde, o médico recebe por consulta. Contudo, é preciso que o profissional fique disponível no hospital, o que gera custos para a casa de saúde. “Os convênios pagam por consulta e o valor fica integral ao profissional. O hospital tem que garantir a disponibilidade do médico e toda infraestrutura para atendimento e este custo é do hospital, sem auxílio dos demais”, explicou.
Sobre a ajuda no custeio pelas cidades vizinhas, Jussara explicou que a questão está em estudo e só será dado prosseguimento após análise de um relatório pela Gerência Regional de Saúde (GRS), relativo à mediação sanitária. Ricardo complementou informando que, com o fechamento de maternidades na região, são realizados no hospital uma média de 150 partos por mês. Antes, a média era 90. “Absorvemos esta demanda”, destacou.
Unificação da pediatria
Telles questionou Jussara sobre o andamento da unificação da pediatria. Ela explicou que reuniões semanais vêm ocorrendo com a Prefeitura, dando prosseguimento à questão. “Não é algo simples. Temos que analisar os custos, a demanda de médicos e enfermeiros, infraestrutura e, claro, informar à população.”, disse.
Ainda segundo a administradora, conforme as conversas com o Executivo, a proposta é que o serviço seja oferecido no hospital, no antigo laboratório. Esta decisão é baseada na retaguarda hospitalar. “Se o caso for mais complexo, não haveria necessidade de deslocamento da criança já que temos a infraestrutura necessária”, explicou.
Conscientização popular
Ricardo apresentou mais dados sobre o atendimento no hospital. Segundo o assessor, 82% dos casos atendidos no Margarida são de baixa complexidade e que poderiam ser absorvidos pelos postos de saúde e pelo próprio PA. “O Margarida é apenas para urgências e emergências, ou seja, casos com risco eminente de morte. Muitos vão lá para fazer consultas, o que não é função do hospital. Isto sobrecarrega o pronto socorro”, explicou. Ricardo foi taxativo ao afirmar que casos de urgência e emergência sempre são atendidos na casa de saúde. “Não negamos atendimento”, disse.





