Preconceito e machismo impedem diagnóstico do câncer de próstata, diz especialista
Doutor Christiano: “Campanhas como o Novembro Azul são de grande importância”

A incidência de câncer de próstata vem crescendo no Brasil. Até 2015, a doença poderá ter aumento de 60% no número de casos. Em 2014, a estimativa é de 70 novos casos para cada 100 mil homens, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Os dados servem de alerta à população masculina.
No mês em que a doença é lembrada mundialmente por meio da campanha Novembro Azul, é possível perceber que ainda existem tabus em torno do assunto. De acordo com o urologista Christiano Almeida Drumond, o preconceito ainda impera, impedindo a detecção. “O que mais atrapalha o diagnóstico é a resistência cultural masculina em procurar assistência médica, de um modo geral, associada ao fato de vivermos em uma sociedade machista, com vários tabus e preconceitos”, afirma o médico.
O urologista explica que o câncer de próstata é o tumor maligno, silencioso, mais frequente nos homens com idade superior a 50 anos. Na fase inicial, quando ainda está confinado à próstata, tem grande chance de cura. “Quando apresenta sintomas, a doença geralmente já se encontra em fase avançada. Portanto, a mensagem é clara: não devemos esperar surgirem sintomas para procurar o médico”, afirma o doutor.
Diferentemente do câncer de mama, que permite ao próprio paciente descobrir alguma anomalia, o câncer de próstata precisa de exames médicos para identificá-lo. Conforme doutor Christiano, a recomendação das principais Sociedades de Urologia do mundo, incluindo a brasileira, é que homens comecem a fazer os exames – incluindo o de toque retal – a partir dos 50 anos – ou 45, se o paciente tiver histórico familiar ou seja afrodescendente.
O toque é indolor e demora apenas alguns segundos. “A importância do homem procurar o especialista se dá pelo fato de o urologista ser o médico capacitado para diagnosticar e tratar as afecções masculinas, bem como promover as ações que permitam um envelhecimento saudável, com qualidade de vida”, explica. Para o médico, campanhas como o Novembro Azul são de grande importância para ajudar na conscientização.
Itabira
Itabira ainda não é considerada um Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) pelo Ministério da Saúde, mas é uma macrorregião que recebe pacientes de vários municípios e encaminha, quando necessário, para outros centros, como Belo Horizonte. De acordo com o censo do IBGE de 2010, a população masculina de Itabira acima dos 50 anos foi estimada em 10.521 habitantes, para uma população total de 109.783 habitantes. Levando-se em consideração a estimativa do INCA, a incidência seria de 7,4 novos casos/ano.
Doutor Christiano atende na Leal Imagem – rua Irmãos D`Caux, 235, Centro (em frente à EEMZA). Telefone: (31)3831-2736.





