Ampliação do Hospital Carlos Chagas aguarda Cemig para ser entregue
Reynaldo Damasceno, secretário de Saúde, disse que no final de abril anexo deve estar funcionando

As obras de ampliação do Hospital Carlos Chagas (HCC), em Itabira, estão, enfim, concluídas. Mas não podem ser entregues nem inauguradas porque falta energia elétrica. Segundo o secretário municipal de Saúde, Reynaldo Damasceno, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) precisa aumentar a carga de eletricidade para atender ao hospital, diferente do projetado inicialmente.
O assunto foi discutido durante a audiência pública de prestação de contas da saúde nessa segunda-feira, 24 de novembro, na Câmara Municipal. A Cemig fazendo a sua parte, o anexo poderá ser receber os equipamentos.
O prefeito Damon Lázaro de Sena conseguiu junto ao Governo Federal verba no valor de R$ 2,6 milhões para equipar 14 dos 20 novos leitos de UTI. A compra dos equipamentos passará ainda por um burocrático processo de licitação que, num prazo otimista, demorará pelo menos três meses. Só depois a ampliação do HCC começará efetivamente a funcionar – segundo Reynaldo, provavelmente no final de abril.
A ampliação do hospital começou no governo João Izael e deveria estar funcionando desde agosto de 2012. Na época o então chefe do Executivo visitava a obra quase que semanalmente, na tentativa de pressionar a empresa a encolher o prazo. Não deu. O governo mudou, novos prazos foram definidos e redefinidos, a ponto de a placa com informações da obra ficar quase ilegível, e nada. Agora, um novo prazo: abril de 2015.
Esclarecimento da Cemig
Em nota encaminhada à redação de DeFato Online, a Cemig esclareceu que a administração municipal contratou uma empresa para fazer as obras que irão ajudar no aumento da carga para a expansão do hospital. O comunicado diz o seguinte: "A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informa que, em relação ao Hospital Carlos Chagas, localizado em Itabira, a Prefeitura da cidade decidiu contratar, em agosto de 2014, outra empresa para realizar as obras que permitirão o aumento de carga necessário para atender a ampliação do mesmo. A Cemig não tem, portanto, ação sobre o cronograma dessas obras".





