Itabira agora tem tratamento por ondas de choque

Dr Edson (d) e Alec Flinte, diretor comercial da empresa que importa e vende o equipamento

Itabira agora tem tratamento por ondas de choque
Itabira acaba de entrar para o rol das pouquíssimas cidades de Minas Gerais que oferecem tratamento por ondas de choque, um procedimento novo e revolucionário na medicina. Antes que você fique chocado, calma. O choque não é elétrico, é mecânico, acústico. E muito bem dosado pelo médico, de acordo com cada situação. A novidade foi trazida pelos doutores Edson Pereira Lima e Ivan Peixoto, especializados em Ortopedia e Traumatologia. O equipamento chegou em meados de outubro e já entrou em funcionamento.
 
Introduzido na medicina em meados da década de 1980 para desintegração de cálculos renais, o tratamento extracorpóreo por ondas de choque atingiu, nos anos seguintes, a ortopedia e caminha para consolidar-se como uma excepcional alternativa de tratamento, principalmente nos casos mais resistentes. Atualmente 34 países são associados à Sociedade Internacional de Terapia de Ondas de Choque (ISMST). O Brasil é um deles.
 
Quando apresentou o equipamento em Itabira, Alec Flinte, diretor comercial da Ecomed, empresa especializada em importar e comercializar aparelhos médicos no Brasil, disse que a terapia de choque é uma tendência. Ele explicou que atualmente existe no mercado as tecnologias focal e radial, usadas de acordo com cada tipo de terapia. No caso de Itabira, o aparelho adquirido pela clínica do doutor Edson usa tecnologia focal, mais apropriada para tratamentos ortopédicos.
 
Alec informou também que existem países na Europa em que é obrigatório o tratamento por ondas de choque antes de qualquer cirurgia em casos de uma pseudoartrose – não consolidação de fraturas. “A Áustria, por exemplo, teve econômica exorbitante só com isso”, comentou.
 
Diversas doenças são eficientemente tratadas pelas ondas de choque. Pessoas que sofrem de esporão de calcâneo, tendinites calcificadas de ombro, de cotovelo, bursite trocantérica, entre outras patologias, apresentam melhoras significativas após algumas sessões. “No nosso caso, a pessoa, por exemplo, que tem uma fratura que ‘não cola’, não consolida, o tratamento de choque é uma alternativa que ajuda a estimular esse osso a consolidar”, explica o ortopedista Edson Lima, que atende muitos casos de fraturas graves, principalmente envolvendo vítimas de acidentes com motocicletas. “É uma revolução. E o mais importante: sem cirurgia, sem anestesia”, ressalta.
 
Na ortopedia, o propósito do tratamento é estimular o processo de cura biológica em tendões, tecidos circunvizinhos e ossos, de maneira não invasiva, sem precisar de internações ou outros incômodos. As ondas de choque também são muito eficazes no combate à síndrome miofascial, que causa dores de cabeça, pescoço, mandíbula, lombar, braços, pernas e outras partes do corpo. A síndrome geralmente é provocada por estresse e posturas incorretas, como um funcionário de escritório que fica sentado na mesma posição por longas horas, ou que faz movimentos repetitivos durante muito tempo. Geralmente o tratamento envolve sessões semanais e o resultado aparece em dois ou três meses, dependendo da patologia. Nesses casos é preciso que o paciente faça o tratamento por completo, igual tomar antibiótico. Não pode parar nos primeiros sinais de melhora.
 
Apesar de constar na tabela de Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos/2010 (CBHPM), o tratamento não consta no rol de serviços da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Apesar disso, com o esperado aumento da demanda, acredita-se que em breve os tratamentos serão contemplados pelos planos de saúde.
 
Para tornar-se um especialista no assunto, Edson Lima participou de um congresso internacional no Rio de Janeiro, em novembro, onde completou a certificação em Tratamento por Ondas de Choque. Viu lá salas lotadas de médicos do Brasil inteiro interessados em explorar mais a novidade. E voltou com a certeza de que Itabira saiu na frente. Mais uma vez.
 
Definição
Tratamento por ondas de choque é indicado em casos de inflamações crônicas dos tendões, calcificações no ponto de inserção dos músculos ou tendões e no retardo de consolidação óssea. Ondas de choque são ondas acústicas de baixa, média e alta energia que se propagam através do tecido até a região da dor. São administradas em centros de tratamento por médico habilitado. O tratamento se aplica a todas as tendinites, em especial:
– Tendinite calcária no ombro
– Epicondilite (cotovelo de tenista ou golfista)
– Fascite plantar (com ou sem esporão)
– Tendinite aquileana
– Tendinite patelar
– Bursite trocantérica
– Pseudoartrose (retardo de consolidação de fraturas)
– Síndrome miofascial (pontos de gatilho)
– Síndrome medial da tíbia
 
Resultados
– Efeito analgésico
– Alterações estruturais no tecido, com aumento da atividade metabólica
– Estímulo ao processo regenerativo do tecido
– Estímulo à formação óssea
 
Tratamento
É o médico quem recomenda o número de sessões. Em geral variam de três a cinco para patologias crônicas. O tempo de aplicação das sessões de choque varia conforme a doença. A média é de 15 minutos. No início do tratamento pode haver certo desconforto, que some após alguns minutos. Trinta dias após a primeira aplicação, 80% dos pacientes sentem pouca ou nenhuma dor.
 
Atendimento:
Avenida Mauro Ribeiro Lage, 190, salas 602 e 603 B – Esplanada da Estação, Itabira.
Telefones: (31) 3831-4870
(31) 8716-4514

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