Ainda sem acordo com médicos, Prefeitura adia mudanças no Pronto-Socorro
Reunião contou com a presença de equipes da Prefeitura e do Hospital Nossa Senhora das Dores

Na manhã desta terça-feira, 30 de junho, o prefeito de Itabira Damon Lázaro de Sena e o secretário municipal de Saúde, Reynaldo Damasceno Gonçalves, reuniram-se com o corpo clínico e as diretorias clínica e técnica do Pronto-Socorro Municipal (PSMI) e do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD). Na pauta, o funcionamento PSMI após as mudanças propostas pela Administração Pública. Ficou definido que as alterações serão adiadas para o dia 10 de julho, já que a Prefeitura ainda não chegou a acordo com os médicos.
O encontro foi realizado no gabinete do prefeito e contou com a presença de secretários municipais, vereadores, médicos e servidores públicos. Durante o encontro, a Prefeitura expôs aos representantes do HNSD a preocupação em manter a qualidade dos serviços oferecidos após as mudanças administrativas propostas. Atualmente, o Pronto-Socorro conta com uma equipe de 63 médicos que se revezam em escala presencial (24h) nas seguintes especialidades: dois cirurgiões, um ortopedista durante a semana e dois nos fins de semana, dois pediatras, quatro clínicos e uma equipe de anestesistas.
A proposta da Prefeitura é que uma equipe médica (formada por cirurgião, anestesista e ortopedista), que já fica de plantão no PSMI, passe a ser disponibilizada 24 horas no bloco cirúrgico do HNSD para retaguarda e grandes traumas. A Secretaria Municipal de Saúde defende que, com isso, a escala do serviço de ortopedia também será expandida e os outros profissionais serão mantidos (dois clínicos, dois pediatras e clínica para sala de urgência).
Segundo o secretário Reynaldo Damasceno, a dúvida entre os participantes da reunião era se o HNSD conseguiria montar essa escala com os membros do corpo clínico até a próxima quarta-feira (1º de julho), a fim de atender as portarias da Rede de Resposta, Leitos de Retaguarda e Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) – do qual o HNSD já é referência. A data era o prazo estipulada pela Prefeitura para que as mudanças começassem a valer. Assim, ficou definido que nenhuma alteração será feita até o dia 10 de julho ou até que o município ou as partes envolvidas cheguem a um acordo sobre a escala.
O temor dos médicos, manifestado em entrevista pelo diretor-clínico do Pronto-Socorro, Caio Seródio, é de que, sem a retaguarda, o sistema ficaria prejudicado. Os profissionais de urgência fariam os primeiros atendimentos, mas teriam que transferir os pacientes porque não conseguiriam terminar os procedimentos na própria unidade. Por isso, chegou-se à conclusão de esperar até o dia 10, até que a equipe de retaguarda seja montada.
De acordo com Reynaldo Damasceno, “com essa reestruturação serão otimizados os recursos já existentes dos governos Federal e Estadual, proporcionando economia do recurso municipal, sem que com isso haja perda de qualidade no funcionamento do Pronto-Socorro”. A Prefeitura pretende reduzir em até 25% os recursos aplicados no HNSD, além de 20% no Hospital Carlos Chagas (HCC).
Além do prefeito e do secretário municipal de Saúde, participaram da reunião os secretários Jadir Eustáquio do Espírito Santos (chefe de Gabinete), Ermiton Machado Gomes (Governo), Alfredo Lage Drummond (Procuradoria-Geral), Gilberto Guerra Fontes (Ouvidoria-Geral/ Auditoria Interna e Controladoria); o provedor do HNSD Vaquimar José Vaz; o diretor clínico do HNSD Caio Seródio; os vereadores Marcela Cristina Lopes da Silva, Rodrigo Alexandre Assis Silva e Pacelli Eustáquio Silveira Moreira.
Também estiveram presentes os médicos Marco Antônio Gomes, Urutã Pereira de Lucena, Edson Pereira Lima, Jackson Alberto de Pinho Tavares, Dilson Rezende Buzzati Filho e Graziela Rodrigues Vítor; os servidores Clícia Peter Andrade Felisberto (coordenadora de Atenção às Urgências e Emergências da SMS), Miriam Lage Fernandes (secretária adjunta de Saúde) e Chinayd Luiz Cruz Menezes (Auditoria Interna e Controladoria).





