Mudança no Pronto-Socorro: HNSD monta escalas para absorver demanda

Assunto foi discutido pelos vereadores

Mudança no Pronto-Socorro: HNSD monta escalas para absorver demanda
As mudanças no Pronto-Socorro Municipal de Itabira, que entram em vigor no dia 1º de agosto, foram mais uma vez discutidas durante uma reunião extraordinária da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, nessa quinta-feira 16. A relatora da comissão, vereadora Marcela Cristina Lopes da Silva (PR), repassou aos demais colegas as informações que obteve do diretor clínico do Pronto-Socorro, doutor Caio Seródio, sobre a montagem da equipe de retaguarda que está sendo feita pelo Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD).
 
A definição das escalas era o principal obstáculo à mudança proposta pela Secretaria Municipal de Educação, que visa otimizar gastos. A partir de agosto, os atendimentos de média e alta complexidade, antes feitos pelo Pronto-Socorro Municipal e custeados pela Prefeitura, passarão a ser feitos pela nova equipe do Hospital Nossa Senhora das Dores, que está em formação. Com isso, a equipe multidisciplinar do Pronto-Socorro deverá ser reduzida.
 
Em conversa com a reportagem, doutor Caio confirmou que esteve com os vereadores e informou que a administração do HNSD está montando a equipe. Apesar do andamento do processo, ele se mostrou preocupado. “O que conversei é que vai haver uma mudança muito grande no Pronto-Socorro. Vai realmente haver uma mudança e acho que a assistência vai piorar no Pronto-Socorro”, disse.
 
“Se o hospital montar uma equipe de retaguarda, a gente consegue dar um suporte a esses casos mais graves. Agora, em relação à estrutura, não sei como isso vai funcionar. Vai depender muito da organização do hospital em relação à estruturação. Não adianta a gente ter equipe de retaguarda se não tiver uma estrutura adequada para acolher o paciente”, detalhou o diretor clínico.
 
Atualmente o Pronto-Socorro conta com uma equipe multidisciplinar composta por cirurgiões, ortopedistas, pediatras, clínicos e anestesistas. “O que vai acontecer é o seguinte: eles vão reduzir o número de profissionais da cirurgia; vai haver um só ao invés de dois. Os ortopedistas, ao invés de dois no final de semana, vai ser um. E não vai ter mais equipe de anestesia no Pronto-Socorro. Chegou, por exemplo, um baleado. Vamos encaminhá-lo para equipe de retaguarda que está dentro o HNSD”, explicou o médico.
 
Durante a reunião da Comissão de Saúde, Marcela, Ilton e outros vereadores que participaram do encontro com Caio disseram que a ideia é não prejudicar o serviço prestado. Eles disseram também que, com a mudança, os atendimentos feitos no HNSD serão custeados pelo programa Rede Resposta, do Governo do Estado. “Vamos esperar para ver”, disse Ilton. Tãozinho Leite (PP) e Batatinha (PSDB) se posicionaram contra a mudança.
 

Serviços relacionados