Prefeitura deve ao Hospital Carlos Chagas R$ 2,2 milhões

Reynaldo Damasceno e Helvécio Brasil falaram sobre o HCC na Câmara

Prefeitura deve ao Hospital Carlos Chagas R$ 2,2 milhões
A situação do Hospital Carlos Chagas (HCC) foi um dos principais assuntos debatidos na reunião da Câmara Municipal nessa terça-feira, 29 de setembro, em Itabira. Segundo dados apresentados pela Funcesi, administradora do hospital, a Prefeitura está devendo R$ 2.237.164,00, referentes a atrasos de parte dos convênios dos meses de julho, agosto e setembro.
 
Várias tabelas com dados diversos, sobre as fontes de receitas, despesas, quantidade de atendimentos e demandas por serviços especializados foram apresentadas. Falaram na tribuna o superintendente da Funcesi, Helvécio Brasil, e o secretário municipal de Saúde, Reynaldo Damasceno.
 
Helvécio falou primeiro. Muito educado e gentil, falou sobre a trajetória da Funcesi na administração do HCC iniciada em 2009; sobre o curso de Medicina, que não faz mais parte dos planos instituição; sobre o modelo atual de gestão adotado no hospital, entre outros tópicos. O superintendente defendeu o hospital 60% SUS e 40% privado. Na visão dele, depender somente do Sistema Único de Saúde é um risco, inclusive de fechamento.
 
Falou também da “infelicidade” de entregar o Hospital Carlos Chagas em um momento de crise, sem a almejada acreditação, certificado que o colocaria numa posição de destaque em termos de atendimento e credibilidade.
 
Em seguida, Reynaldo Damasceno esclareceu alguns questionamentos dos vereadores e afirmou que, tornando-se hospital regional, o Carlos Chagas vai receber mais recursos e suprir a falta que o dinheiro dos planos vai fazer após a transição de administração. Em entrevista à imprensa, assumiu que há, de fato, um atraso nos repasses, mas a Prefeitura está fazendo ginástica para acertar as contas.
 
Funcionários do HCC acompanharam a sessão
 
HNSD
Além do Hospital Carlos Chagas, a Prefeitura está em atraso também com o Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD). De acordo com o secretário de Saúde, são cerca de R$ 6 milhões pendentes, referentes a repasses feitos para custear o hospital, o Pronto-Socorro Municipal e o Samu.
 
Reynaldo disse que o planejamento é pagar, a partir de agora, os valores do mês aos hospitais e uma parte do atrasado até que a dívida seja zerada. Pelos cálculos dele, a  “bola de neve” deve ser desfeita somente em meados do ano que vem. “Viramos o ano com um resto a pagar de R$ 48 milhões mais o menos. Então imagina: você tem de pagar o do mês e mais o atrasado, o do mês e mais o atrasado. Não se consegue isso em um prazo curto”, explicou.
 
A ideia é pagar ao HCC o convênio mensal, de cerca de R$1,2 milhão, mais R$ 200 mil do atrasado. Ao HNSD o objetivo é repassar o convênio de R$ 3,5 milhões do mês, mais R$ 500 mil atrasados. Parte desse dinheiro deve vir de uma economia de R$ 300 mil resultante das mudanças feitas no Pronto-Socorro Municipal. “Só que a mudança seria implantada em junho, passou para agosto, então eu só estou economizando os R$ 300 mil agora em setembro. Com isso, até março, só com o Rede Resposta, eu junto R$ 2,1 milhões”, declarou. 

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