Provedor garante que HNSD está, sim, preparado para tratar câncer pelo SUS

Vaquimar Vaz: “Hospital está preparado tecnicamente, estruturalmente, e isso foi provado pelo órgão maior, que é o Ministério da Saúde”

Provedor garante que HNSD está, sim, preparado para tratar câncer pelo SUS
O provedor do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD) em Itabira, Vaquimar José Vaz, confirmou nessa terça-feira, 17 de novembro, que a instituição está preparada para implantar o serviço de alta complexidade oncológica pelo SUS no município. A declaração do provedor contraria o que disse o secretário municipal de Saúde, Reynaldo Damasceno Gonçalves. Um dos argumentos apresentados por Reynaldo para justificar o adiamento da implantação do serviço para o final de 2016 era a incapacidade do HNSD de absorver a demanda.
 
“O hospital está preparado tecnicamente, estruturalmente, e isso foi provado pelo órgão maior, que é o Ministério da Saúde”, afirmou o provedor. Segundo ele, a decisão está na mão do prefeito e do secretário de Saúde. “Por causa da crise, parece que eles estão querendo, no momento, adiar esse credenciamento. Mas o hospital se posiciona desse jeito: nós estamos preparados, trabalhamos para isso há vários anos”, relatou Vaquimar.
 
O provedor destacou ainda que fez várias viagens a Brasília, contratou profissionais e gastou com estrutura e equipamentos, visando a oferta de tratamento de câncer para quem mais precisa: os usuários do Sistema Único de Saúde. Ressaltou também que o HNSD já oferece tratamento oncológico para pacientes conveniados e particulares na cidade. “E com ótimos resultados”.
 
Sobre a alegação do secretário, de que é inviável o hospital trabalhar com serviços terceirizados – o caso do exame de tomografia, por exemplo, que é feito em clínicas particulares – o provedor disse que não vê nenhuma dificuldade. “Uma portaria do Ministério da Saúde dá essa abertura. Tanto que aprovou a nossa estrutura e todo o nosso relatório técnico”, reafirmou.
 
Segundo semestre de 2016
Apesar das alegações de Vaquimar, a decisão de começar ou não a tratar câncer pelo SUS imediatamente não cabe a ele. Cabe aos gestores dos municípios envolvidos no processo, ou seja, os secretários de Saúde e os prefeitos dos 29 municípios da região, que engloba 487 mil pessoas. E numa reunião extraordinária na Gerência Regional de Saúde (GRS) nessa terça-feira 17, os demais secretários foram favoráveis à decisão de Reynaldo Damasceno em adiar o serviço para o ano que vem.

Serviços relacionados