Funcionários do Hospital Carlos Chagas cruzam os braços em Itabira
Funcionários levaram cartazes em protesto contra os salários atrasados

Funcionários do Hospital Carlos Chagas (HCC), em Itabira, decidiram entrar em greve na manhã desta quarta-feira, 16 de dezembro, por causa de salários atrasados. De acordo com os trabalhadores, a situação tem acontecido sucessivamente, pelo menos, desde agosto. Apenas urgência e emergência estão sendo atendidas na unidade de saúde. Os manifestantes mantêm 30% do efetivo em atuação, para que os serviços não sejam completamente interrompidos.
A manifestação começou cedo, por volta das 7h. Os funcionários primeiro foram até a sala da administração do hospital e comunicaram o movimento. Em seguida, foram para a porta da instituição, onde permanecem. Alguns seguram cartazes com reivindicações e críticas à Prefeitura de Itabira e à Fundação Comunitária de Ensino Superior (Funcesi), mantenedora do HCC.
“São três meses que nós estamos nesta luta de salários atrasados. Há dois meses, estivemos em uma reunião na secretaria (municipal de Saúde) que não resolveu nada. Fica um jogo de empurra-empurra e nós funcionários não temos culpa disso. A Funcesi fala que é culpa da prefeitura. A prefeitura fala que é culpa da Funcesi. Mas quem assinou a nossa carteira é a Funcesi, que isso fique bem claro. Está todo mundo cansado. Até hoje não tem nenhum funcionário que deixou de vir trabalhar, não tem funcionário trabalhando de cara fechada, deixando de atender um paciente. Só que hoje deu! Hoje é dia 16 e até hoje nossos salários não foram pagos”, protestou a técnica de enfermagem Adriana Cândida Costa.
Um grupo de funcionários esteve também na Câmara de Vereadores durante a reunião dessa terça-feira, 15. Na ocasião, o líder do governo, Rodrigo Diguerê (PV), informou que a prefeitura havia feito ontem mesmo um repasse ao HCC de R$ 414.989,00 para o pagamento do mês. O dinheiro, porém, segundo a diretora do HCC, Tânia Camilo, não é suficiente para a quitação da folha.
Segundo a diretora, está previsto no contrato firmado com o município que o pagamento dos funcionários do Carlos Chagas saia do repasse que é feito mensalmente pela prefeitura. “Esse repasse tem sido feito com alguns atrasos. Desde agosto a gente não tem conseguido pagar os funcionários no primeiro dia útil, que era o costume nesses cinco anos que a gente está aqui. Nesse último mês a gente recebeu uma correspondência do secretário, colocando uma dificuldade financeira do município e que o repasse para pagamentos dos funcionários no mês de novembro aconteceria no dia 15 de dezembro. Esse repasse não foi feito integralmente. A folha de pagamento dos funcionários não foi rodada ontem por falta de recursos financeiros. Nós esperamos que o repasse seja complementado hoje (quarta) para que a gente faça o pagamento”, afirmou.
Durante a manhã, enquanto acontecia a manifestação, a diretora Tânia e o diretor clínico Gastão Magalhães se reuniam com representantes dos trabalhadores. A expectativa é de que até o início da tarde haja um posicionamento a respeito do pagamento dos salários. Até que isso aconteça, os funcionários continuarão em mobilização na porta do Carlos Chagas.





