HNSD retoma implantação do tratamento de câncer pelo SUS em Itabira
Vaquimar Vaz, provedor do HNSD, disse que recebeu sinal verde para continuar

O provedor do Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD), Vaquimar José Vaz, disse em entrevista a DeFato Online que conseguiu sinal verde da Secretaria Municipal de Saúde de Itabira para dar continuidade ao processo de credenciando junto ao SUS do tratamento oncológico de alta complexidade. “O secretário já nos deu o aval para recomeçarmos o processo. Só que estamos com o processo todo já formatado, então não teremos dificuldade nenhuma”, afirmou.
Alvo de muita polêmica em novembro do ano passado, o tratamento de câncer pelo SUS em Itabira foi adiado por decisão do secretário municipal de Saúde, Reynaldo Damasceno, em conjunto com os demais secretários das 25 cidades da região que seriam atendidas em Itabira. Na época, o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde haviam aprovado as instalações do Hospital Nossa Senhora das Dores, responsável por sediar uma Unidade de Atendimento de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon).
Apesar do ok das instâncias estadual e federal, Reynaldo achou melhor esperar. Segundo ele na época, o HNSD ainda apresentava deficiências em alguns serviços e não estava preparado para atender ao aumento de demanda.
O assunto deu tanta repercussão que a Câmara Municipal promoveu uma audiência pública para colocar frente a frente todos os atores envolvidos no processo. Por decisão dos gestores municipais – no caso de Itabira, a gestão é plena, então toda decisão passa na mesa do secretário –, a alta complexidade em oncologia foi adiada para o segundo semestre deste ano.
De acordo com Vaquimar, alguns detalhes cobrados na época foram adequados e o hospital está pronto para seguir em frente. Ele disse também que serão atendidos no HNSD apenas casos novos. Os pacientes que tratam câncer em Belo Horizonte continuarão na capital, a menos que queiram a transferência.
Perguntado sobre o assunto, Reynaldo Damasceno afirmou que novas vistorias foram feitas pelo Ministério da Saúde desde então e que a Prefeitura está fazendo a sua parte. Ele disse que o hospital também precisa fazer a sua, como buscar o credenciamento da nova UTI. “A gente sabe que a atual UTI está cheia com os pacientes do Pronto-Socorro. Então, para que seja aberto um novo serviço de alta complexidade em que os pacientes podem necessitar de UTI, essa nova UTI tem de estar credenciada”, justificou.
O secretário afirmou ainda que é preciso articular junto ao Ministério da Saúde pela liberação dos recursos necessários ao serviço. O prazo, segundo ele, continua sendo o segundo semestre deste ano.





