Com mais de 1,6 mil casos, 2016 já tem recorde de casos suspeitos de dengue em Itabira
Secretaria Municipal de Saúde intensifica fiscalização para tentar frear o avanço da dengue em Itabira

No município de Itabira, o ano de 2016 concentra, até o momento, o maior número de notificações de casos suspeitos de dengue dos últimos 15 anos. Conforme dados da Secretaria de Saúde do munícipio, no período entre janeiro deste ano até o último dia 25 de abril, 1.662 suspeições da doença foram informadas à pasta. A Vigilância Epidemiológica do município detalhou que do total de notificações, pelo menos 339 tiveram confirmação laboratorial até a última semana.
O mês de março de 2016, com volume de 795 notificações informadas à secretaria municipal, é o março mais crítico para a doença desde o ano de 2001 em Itabira, início da série histórica registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
Número próximos ao recorte parcial de 2016 somente foram verificados no ano de 2001, quando 1.582 notificações de dengue ocorreram nos doze meses do ano, além de 2013, com totalidade de 1.357 registros e no ano passado, quando 1.130 episódios suspeitos foram conhecidos de janeiro a dezembro.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que há epidemia quando um local registra ao menos 300 casos a cada 100 mil habitantes. Nesse sentido, com cerca de 340 confirmações de dengue, o município de Itabira enfrenta uma epidemia da doença.
Itabira entrou em uma lista onde mais da metade das cidades mineiras apresentaram em abril quadro compatível com epidemia de dengue. Com base no balanço epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES), cerca de 60% dos municípios mineiros têm taxa de incidência superior a 300 casos em uma população projetada de 100 mil habitantes.
Até o último dia 25 de abril, o estado de Minas Gerais registrou 62 mortes por causa da dengue, de acordo com a SES. Os óbitos ocorreram em 30 municípios, sendo Belo Horizonte a cidade com o maior número de confirmações (12).
Nenhum dos óbitos, no entanto, ocorreu em Itabira. As notificações de dengue são feitas à prefeitura da cidade quando o paciente apresenta sintomas como doença febril aguda, acompanhada de outros sintomas como cefaléia, dor muscular, dor ao redor dos olhos, nas articulações, fraqueza ou vermelhidão no corpo.
Outras doenças
A Secretaria de Saúde de Itabira também informou a existência de um caso de pessoa infectada com a febre chikungunya. A confirmação para a doença, conforme dados do município enviados a DeFato Online, ocorreu por meio de teste laboratorial. Em se tratando de chikungunya, a dor articular, presente em 70% a 100% dos casos, é intensa e afeta principalmente pés e mãos, geralmente tornozelos e pulsos.
O município não informou se há gestantes com suspeição de zika vírus, situação de alerta para o desenvolvimento de microcefalia do feto.
Com 91 mil casos de zika, 802 mil de dengue e 39 mil de chikungunya, o Brasil vive desde 2015 uma epidemia das três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
A queda nas temperaturas, que começa a ocorrer desde março por causa da chegada do outono, traz a expectativa de um controle maior da dengue. Especialistas afirmam que o clima mais frio contribui para que o mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença, não se reproduza. Em observância a série histórica de comportamento da doença em Itabira, a maior incidência de notificações ocorreu entre os meses de janeiro e maio.





